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Do Carnaval sobrou um filme!

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De bom mesmo do carnaval que passou, a destacar o registro de um filme documentário – Memória em Verde e Rosa – transmitido em um canal fechado de televisão enquanto transcorria o evento da folia do rei Momo e que conta a história de alguns personagens da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

É uma narrativa, louvável, por sinal, onde o mérito está em mostrar a determinação e o envolvimento de uma gente, liderada por alguns abnegados, cujo objetivo foi o de criar uma identidade de sua comunidade pela magia do samba.

E tudo isto dentro de um contexto anárquico democrático.

Dos personagens notáveis lembrados, não poderiam faltar, obviamente, Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, entre outros, porém, um mereceu a atenção maior, pelo carisma e espírito comunitário, e até então pouco conhecido, principalmente de quem fora da terra do samba, o Rio de Janeiro, seu nome Devanir Ferreira, o Tantinho.

E é dele uma frase emblemática que traz certo desalento, e melancolia quando ao se referi à sua Mangueira atual diz: “A Mangueira já não é mais nossa, só nós é que continuamos sendo mangueira”.

E nada melhor para homenageá-lo que uma composição de Carlos Cachaça, da ala dos compositores da Escola, quando diz:

Alvorada lá no morro, que beleza

Ninguém chora, não há tristeza

Ninguém sente dissabor

O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo

E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada

Você também me lembra a alvorada

Quando chega iluminando

Meus caminhos tão sem vida

E o que me resta é tão pouco

Ou quase nada, do que ir assim, vagando

Nesta estrada perdida..  

 

Por Carlos Oliveira, empresário e motorista

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