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O que se observa no Brasil, atualmente, embora ainda em uma proporção tímida, mas já representando algo de positivo, é que já há uma conscientização de sua gente quanto à necessidade de uma participação mais efetiva na luta por suas aspirações, eliminando-se, desta forma, aquela sensação de que o melhor caminho seria o aeroporto.

E isto tudo é reflexo de uma situação causada por desatinos que exigem, realmente, que se saia do casulo e se tente buscar, em 8.516.000 de quilômetros quadrados, um espaço que seja para que um universo de aproximados 200 milhões de brasileiros possam usufruir de uma riqueza que lhes é de direito.

E neste sentido, entre irritada e saturada de ouvir uma cantilena cujo tema é a corrupção, parte o brasileiro, comprometido com sua consciência, em prestar seu apoio àqueles que, em sua representatividade institucional, se propõem em acabar com esta tortura que só se presta a descaracterizar a identidade de um povo.

Neste aspecto, oportuno que se lembre a citação de um respeitado e ilustre brasileiro, Rui Barbosa, quando diz: “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada”.

Portanto, que se acelerem os processos...

Carlos Roberto de Oliveira

Foto: Marcos Labanca

Com mais ou menos intensidade, e às vezes até com certa rejeição, esta minoritariamente, não há como negar, porém, que o Carnaval – como o futebol – faz parte do DNA do brasileiro e é, sem qualquer duvida, uma manifestação cultural de sua gente que se presta a fortalecer o conceito de brasilidade, sentimento este tão banalizado no Brasil de hoje.

Por outro lado, sem querer entrar no mérito crítico temporal, comparando épocas, o que pouco sentido faz, mesmo porque, a manifestação popular do carnaval, pela musicalidade, expressão corporal e espírito anárquico, expõe a realidade do país de uma forma clara e incontestável, com a ressalva de que, pela alegria, a gente brasileira, embora sofrida e mal atendida, ainda acredita na vida, independente das circunstâncias.

E assim, com humor e senso crítico vem à tona, com irreverência e de forma coletiva no meio da folia, o drama individual dos desempregados no Brasil, dos pobres aposentados - tratados sem qualquer consideração - da inclusão dos portadores de deficiências, enfim, dos marginais de uma sociedade cujos administradores responsáveis - democraticamente escolhidos mercê de uma confiança depositada - concentram suas preocupações na solução de problemas outros e de cunho estritamente pessoal, assim como se defender de falcatruas diversas cometidas por malversação de recursos públicos, por exemplo, algo tão usual no Brasil de hoje e que tanta falta faz para tornar este país definitivamente viável.

Fortaleçamos as manifestações populares que representam, em sua essência, importantes instrumentos para o fortalecimento da capacidade de ser do brasileiro, cultural e moralmente falando.

Em época outra, mesmo durante um período de forte repressão política, ainda havia expectativa positiva quanto a um Brasil melhor, mesmo porque o brasileiro acreditava em seus valores e os manifestava pela musicalidade, criatividade e alegria, como bem caracterizou uma peça teatral da década de 1970, BRASILEIRO, PROFISSÃO ESPERANÇA.

Passou-se o tempo e, atualmente, o que se observa é que cansado de só ter esperança – que conseguiram matá-la, por sinal – restou uma pobre realidade, recheada de violência e intolerância, onde até o direito constitucional de ir e vir é desrespeitado pela condição de refém do brasileiro das forças marginais.

 E neste aspecto, situações têm ocorrido no Brasil que em nada diferem daquelas que acontecem em regiões do mundo com alto risco de segurança e guerra civil declarada, onde as ações do Estado se tornam inócuas para a defesa das pessoas, igualmente como no Brasil.

Não obstante, se vê obrigado, o brasileiro, a uma avalanche de informações das ocorrências no país, invariavelmente ligadas a aspectos político/policial – não faltando ex-governadores, ex-deputados, ex-vereadores, ex-prefeitos, além de narcotraficantes e, para compensar, alguns ladrões de galinha - culminando com as análises da situação econômica – o Brasil virou o país dos economistas e advogados – que só fazem aumentar o grau de descrença e insegurança quanto a mudanças positivas em prol de sua gente.

Paralelamente, e contando com uma única opção de persuasão, o cidadão comum, no afã de tentar escolher alguém que o represente com dignidade, se frustra pela falta de empenho e compromisso de quem escolhido para esta tarefa, pois não raro são levados pelas mazelas de uma máquina publica corroída.

 

 

 

 

 

Carlos Roberto de Oliveira     

Uma sexta-feira de uma semana qualquer, próximo de um horário sugestivo – 11:30 horas – sem preocupações com quaisquer tipos de cobranças, seu destino estava traçado e o conduzia, irremediavelmente, a um local em cujo convívio normalmente o sentimento maior era o de liberdade e fraternidade: o boteco.

E ao adentrá-lo, como um ilustre desconhecido, a energia recebida era altamente positiva, e para melhor caracterizá-la, aumentando sua auto-estima, inclusive, precedido de um bom dia lá vinha uma expressão mágica, um tanto jocosa, mas válida: o doutor vai tomar o que?

Na retribuição do bom dia, e dentro do espírito de interatividade, a resposta ao pedido: um amargo e uma loira gelada.

Taí doutor uma bela composição cuja metamorfose transformará o amargo em doce e a loira gelada em uma agradável sensação de calor, disse o garçom.

E como que a aumentar a doçura e o calor, intermináveis “saideiras”...

Quando deu por si, a tarde começava a se despedir como que a sugerir uma noite feliz.

Carlos Roberto de Oliveira