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A convite da montadora Toyota do Brasil o jornalista Roberto Nunes participou na sexta-feira (8), em São Paulo, do lançamento e dia de test-drive no Yaris. De lá, ele traz todas as informações do Yaris, a nova aposta da montadora para o mercado brasileiro. Confira a reportagem.  

Mais um balanco mensal de vendas de veículos, mais um mês de liderança do Chevrolet Onix.

O hatch da GM emplacou 15 mil unidades em maio e segue tranquilo no primeiro lugar no acumulado do ano, enquanto Ford Ka e Hyundai HB20 continuam sua acirrada disputa pelos dois postos seguintes.

Mas, afinal, o que faz do Onix um carro tão popular?

Espera-se que o carro mais vendido do País esteja entre os mais baratos, como foi o Gol por 27 anos e o Palio em 2014. Não é o que acontece hoje. O Onix até oferece a versão Joy, de entrada, por cerca de R$ 43 mil, mas certamente não é a mais vendida da gama.

Não desgosto do carro, mas existem inúmeras opções no segmento de compactos na mesma faixa de preço – como os já citados Ka e HB20, Fiat Argo e o recém lançado VW Polo – e mais baratas, como VW up! e, agora, Renault Kwid. Isso sem contar o bom e velho Gol.

Ok, Argo, Kwid e Polo têm pouco tempo de mercado, mas os outros não. 

Beleza põe mesa

Conversei com oito proprietários de Onix no intuito de compreender a preferência e adivinha qual atributo do carro foi apontado como motivo de compra pela maioria? Se você respondeu "o design" acertou. O Onix é um carro bonito e isso fez toda a diferença para cinco das pessoas com quem conversei.

Beleza é relativo, claro, mas o hatch da GM realmente tem um desenho interessante, talvez só HB20 se equipare em beleza no segmento (embora já mereça uma renovação).

Metade dos meus entrevistados já tiveram outros carros da Chevrolet, mas todos eles pesquisaram veículos de outras marcas antes da compra, dentre os citados: up!, VW Fox, HB20, Honda Fit, Citroën C3, Ford Fiesta, Renault Sandero e Fiat Siena.

Cinco dos oito entrevistados não sabiam que o Onix havia zerado no teste de segurança do LatinNCap em 2017, o que é bastante relevante e só reforça a ideia de que segurança não vende no Brasil (lembrando que, depois disso, o modelo recebeu reforços na segurança e conquistou 3 estrelas no mesmo teste).

Depois do design, “A qualidade dos materiais utilizados” e “O preço” foram os motivos de compra mais apontados pelos proprietários. “Condições de pagamento” também teve citações.

Panorama

Vejamos: o Gol perdeu a liderança de mercado após a aposentadoria do G4, em 2014. No mesmo ano, a VW lançou o up! com esperanças de que ele assumisse o posto, o que não aconteceu por inúmeros motivos. Do lado da Ford, surgia o novo Ka (realmente novo!). Também em 2014 a Fiat aposentava o Uno Mille e seguia com o Novo Uno, lançado em 2010, e o Palio, aposentado agora, em 2018.

Resumindo, quando falamos em carros de entrada e compactos, em 2015, quando o Onix tornou-se líder, as quatro maiores montadoras do mercado brasileiro ofereciam como opções up!, Gol, novo Ka, Palio, novo Uno e Onix. O HB20 também estava no páreo desde 2012, mas foquemos apenas nas quatro maiores.

O Onix chegou em 2012 com dois grandes diferenciais no segmento: sistema multimídia MyLink e transmissão automática de 6 marchas. Ficou fácil superar os antigos de mercado, uma vez que conectividade conta muito na escolha de compra. Foram apenas dois anos até alcançar a liderança, pouco tempo, mas foi fácil diante do panorama.

Agora, com Polo e Kwid em jogo, pode ser que a vida do Onix comece a se complicar. Será?

Em um universo povoado por fake news, ânimos exaltados e descontentamento se desenrolam os próximos passos do movimento dos caminhoneiros. A greve que paralisou o País por 11 dias e, para o governo, terminou oficialmente ontem (31) - com a desocupação do porto de Santos - ainda está latente nas redes sociais. Pelo whatsapp e Facebook, autônomos estão sendo chamados a seguirem para Brasília para apresentar o que seriam as reais reivindicações da categoria.

Em vídeo que circula hoje (1), Wallace Landim, conhecido como Chorão e como um dos grandes representantes da categoria, reforça o chamado para que o maior número de caminhoneiros estejam no DF até domingo (3). O objetivo é conseguir uma audiência com deputados ou com o presidente Michel Temer.

"A concentração vai ser domingo, no Mané Garrincha, pra segunda-feira a gente conseguir montar uma comissão com um representante de cada Estado, para a gente pleitear uma conversa com o Governo". O próprio líder alerta para a circulação das fake news.

"Estão colocando 'fake' no meu nome, estão colocando áudio, eu quero dizer pra você acompanhar os vídeos que eu estou fazendo", alerta.

Outro vídeo mostra alguns caminhões da região já parados em frente ao estádio Mané Garrincha, escolhido como ponto de concentração. A pauta a ser apresentada agora inclui mais redução no preço do óleo diesel (cerca de R$ 1) mas também nos valores da gasolina, etanol e gás de cozinha.

 

Paralisação total

Áudios e textos com avisos de "atenção" sobre nova paralisação total a partir de segunda-feira circulam pelo whatsapp. Orientam, inclusive, a população a estocar combustível e comida. Vídeos mostram que Brasília estaria "tomada" por caminhões desde ontem, o que consegui desmentir com amigos e parentes moradores da Capital Federal.

Mas há dúvidas sobre a adesão a essa nova greve - ou nova etapa da mesma greve a partir de segunda. No mesmo vídeo citado acima, Chorão diz que uma nova paralisação será avaliada na segunda, após tentativa de encontro com o governo.

"Segunda-feira, se não tiver uma conversa com o governo, nós, toda a categoria, vamos decidir o que vai ser. Se a categoria decidir que de segunda pra terça a gente paralisa, a gente vai paralisar de novo".

Opiniões

Dois caminhoneiros autônomos da região me disseram ontem que prefeririam aguardar os efeitos das medidas anunciadas pelo governo antes de nova paralisação. Ambos pediram para não ser identificados.

"Só perdemos tempo a respeito dessa (greve) que acabou ontem, eu acho que precisamos ver se as promessas irão ser atendidas e se não forem, daqui um ou dois meses, daí sim, organizar outra, não já", avalia um deles.

"Aviso" que circula nas redes sociais

Repercussão

Não há quem não esteja comentando sobre a possível nova greve segunda-feira. Em Londrina é voz corrente, inclusive entre os frentistas dos postos nos quais passei. Populares que apoiam a categoria, ou que enxergam no movimento uma possibilidade de mudança maior no País, também reforçam o desejo de continuidade dos protestos.

 

Uma aposta: Chorão é influente entre a categoria, por isso, se houver paralisação na segunda será com pouca adesão. A maior parte dos caminhoneiros deve aguardar o resultado de mais esta investida do representante em Brasília. Veremos como agirá o senhor Michel Temer.

Meu carro entrou na reserva na última sexta-feira. Os postos de Londrina, como os de milhares de outras cidades do País, estão sem combustíveis desde quinta-feira passada, por isso, eu e meu marido estamos calculando rigorosamente os quilômetros rodados para evitar uma pane seca (quando o carro para por falta de combustível – aliás, passível de multa).

Em Foz do Iguaçu não é diferente, não há combustível para contar história. Toda essa “secura” é fruto da greve nacional dos caminhoneiros, que entra hoje no oitavo dia.

Mas aí fica a dúvida: quando o carro entra na reserva, quanto ainda posso rodar? Em caso emergência, posso abastecer com álcool comprado na farmácia? Usar a “banguela” é recomendado?

Para esclarecer tudo isso procurei um especialista, o coordenador do curso Técnico em Mecânica Automotiva do Senai Londrina, Edison Bonifácio. Confira entrevista abaixo e se tiver mais dúvidas, mande para a gente!

Rodar com o carro na reserva pode causar algum dano ao motor do carro?

A bomba de combustível dos veículos modernos é tocada por um motor elétrico que é arrefecido pelo próprio combustível, então quanto mais baixo for o nível no tanque menor é o arrefecimento da bomba, por isso não se recomenda rodar com o tanque muito baixo porque pode causar o aquecimento e a queima da bomba.

Uma imagem que ninguém quer ver nesses dias…

 

Existe um limite padrão na reserva dos carros? 

O volume da reserva varia de acordo com o volume total do tanque, podendo ser em torno de 5 a 7 litros para os veículos mais comuns. Este valor está registrado no manual do veículo. Quando o veículo entra na reserva o proprietário deve fazer um cálculo, levando em consideração a quantidade de combustível que tem na reserva do seu tanque multiplicado pelo consumo/litro, ou seja, se o veículo faz 10 km por litro e tem 5 litros na reserva do seu tanque, então multiplica-se 5 x 10 = 50 km, que é o máximo que ele poderá rodar. Mas é sempre importante levar em consideração uma margem de segurança, pois mudando o trajeto e a forma de dirigir alterará também o consumo, podendo acabar um pouco antes do valor calculado.

Em caso de emergência, pode-se usar álcool de farmácia para abastecer o carro?

Diante da crise e do desespero muitas pessoas estão procurando alternativas para o abastecimento de seus veículos, como, por exemplo, usar óleo de cozinha para os veículos diesel, pinga ou cachaça para os veículos a etanol ou até mesmo álcool de farmácia. A princípio o motor pode funcionar com esses produtos, mas com certeza trarão consequências para os componentes mecânicos, pois estes produtos não são adequados ao funcionamento do motor, pois contêm água e outras substâncias que podem agredir os componentes, causando danos como entupimento de filtros e bombas, desgaste prematuro de bombas e válvulas injetoras (bicos), oxidação dos componentes metálicos em contato com o combustível, etc.

Usar a “banguela” (deixar o carro no ponto morto na descida) é indicado para economizar combustível?

Pelo contrário! Neste momento, e em nenhum outro, o motorista deve usar a “banguela”, pois o veículo consome como se tivesse parado em marcha lenta, o motor funciona normalmente, enquanto que usando o “freio motor” (que é quando o motorista retira o pé do acelerador e deixa o veículo engatado) o motor não consome nada, pois o sistema de injeção percebe que a rotação do motor está elevada mas o pedal do acelerador não está sendo acionado. Neste momento o sistema de gerenciamento “corta” totalmente a injeção nas válvulas injetoras e o veículo não consome. Além de também diminuir o desgaste do sistema de freios, que é menos utilizado quando usado o freio motor.

Para quem estocou combustível em galão, que cuidados deve ter na hora de abastecer o próprio carro?

Primeiramente, a pessoa tem que tomar o cuidado de estocar o combustível em um galão apropriado para esse fim, pois um galão comum pode causar vazamento e pôr em risco a saúde e a vida das pessoas. O cuidado deverá ser tomado desde o início, ou seja, transportar de forma segura, estocar em lugar ventilado longe da residência e em tambores apropriados longe de altas temperaturas.

 

Deve-se ter muito cuidado ao abastecer o veículo sozinho

 

Na hora de colocar esse combustível no veículo tomar bastante cuidado com a limpeza do bocal do tanque, do funil ou mangueira que será utilizado para transportar o combustível do galão para o tanque, cuidar para que esse combustível não entre em contato com a pele, com os olhos e com o organismo. Cuidado também para não derramar no veículo pois poderá causar manchas no verniz ou na pintura. Ah, também é bom ressaltar o risco de incêndio, caso o combustível seja manipulado sem o devido cuidado!

Em caso de pane seca, como o motorista deve proceder?

Eu aconselho o motorista a cuidar para que a pane seca não ocorra, mas não conseguindo evitar, é aconselhável não insistir na partida. Procure o local mais seguro possível e pare imediatamente o veículo. Providencie combustível ou busque apoio de um guincho ou uma plataforma para rebocar o seu veículo até um lugar seguro. Ao tentar funcionar o veículo com várias partidas a bomba de combustível funcionará sem lubrificação o que causará a queima da mesma.

Em caso de queima da bomba, ela precisará ser trocada, correto? É uma peça cara?

Sim, deve ser trocada. É um serviço que demanda em torno de 1 a 2 horas para ser feito e, na maioria das vezes, dá para trocar apenas o “reparo” ou trocar a bomba toda, cujo custo varia entre R$ 200 e R$ 700 para os veículos mais comuns.

Faço ou não faço cambagem? Uso ou não aditivo? Troco ou não os discos de freio?

Estas são dúvidas que muitos motoristas têm quanto à manutenção do carro, mas que acometem mais as mulheres em função do nosso distanciamento do tema “mecânica”. Por isso, termos comuns ao assunto nos soam altamente estranhos e o medo de sermos enganadas em oficinas e postos aumenta.

No último sábado, participei do curso de Mecânica Interativa para Mulheres (MIM) promovido pela Volkswagen na concessionária de Londrina (PR), a Cipasa, e pudemos tirar muitas dessas dúvidas. Mas o que mais me chamou a atenção foi o nível de desconfiança das 20 mulheres presentes em relação a profissionais do setor.

Muitas delas relataram experiências desabonadoras em postos de gasolina e oficinas mecânicas, por medo de estarem sendo enganadas quanto às recomendações dos profissionais. Uso de aditivo no radiador, troca de óleo do motor e do câmbio foram algumas das principais dúvidas.

O mecânico instrutor do curso não aliviou em nada o sentimento das participantes. Pelo contrário, endossou muitas das desconfianças, dizendo que certas recomendações não estão corretas, como completar o óleo do motor no posto. O problema não é fazer o serviço no posto, mas “completar”. O correto é esperar a quilometragem indicada e fazer a troca total do óleo.

Veja alguns depoimentos:

 

 

Base

O curso foi rápido e introdutório, mas serviu para apresentar às participantes as principais peças dos carros e suas funções. Velas e cabo de ignição deixaram de ser ilustres desconhecidos, bem como bicos injetores e amortecedores. Também recebemos dicas como: após o balanceamento, observar o chumbo na roda, se estiver novo, o serviço foi feito corretamente.

Quanto à cambagem, normalmente oferecida junto ao alinhamento e balanceamento, a orientação é não fazer, sob pena de danificar os amortecedores. (Depois tive a oportunidade de explicar para o meu marido o que é uma cambagem e, sim, me deu uma certa satisfação).

Confiança

Promovido por uma concessionária, o curso tinha o objetivo (off course) de defender as autorizadas. Ainda que mais caras, lá eles garantem: ninguém leva gato por lebre. Quando uma das participantes perguntou para o instrutor: “O que eu posso deixar fazerem no posto, então?” Ele respondeu: “Ver o depósito de água do para-brisas, que não causa dano nenhum” (aliás, pode sim usar um pouco de detergente neste reservatório).

Claro que nem todos os frentistas querem passar a perna nos motoristas e muitos mecânicos particulares são de confiança, não empurram trocas desnecessárias e trabalham com peças originais. Ainda assim, não custa nada saber um pouquinho mais para poder argumentar, né? Problema na rebimboca da farafuseta? Nunca mais!

 

Algumas dicas para facilitar a vida de motoristas – mulheres ou homens – e aumentar a vida útil do veículo:

– Não lave o motor do carro;

– Não use protetor para o motor do carro;

– Não deixe passarem óleo de mamona durante a lavagem do veículo, ele corrói as borrachas;

– Não faça cambagem. Se o ângulo das rodas estiver incorreto vá atrás da causa;

– Só se mede o óleo do motor com o carro frio e com a vareta na horizontal;

– Use aditivo no radiador na proporção 40/60 (60% água);

– Verifique o filtro do ar-condicionado a cada seis meses;

– Não se troca óleo de câmbio manual;

– Observe sempre o reservatório do óleo do freio, se estiver baixo pode indicar desgaste das pastilhas.

"Tudo que é bom dura pouco”, diz o ditado. Nem tudo. Fosse assim, o Fusca não teria sido fabricado por mais de 70 anos (hehe). Quando se trata de carro (e da vida?), todos um dia hão de acabar. Aconteceu com mitos como o Fusca, o Opala e o Uno Mille. Mais recentemente com o Fiat Palio, e um dia vai acontecer com o VW Gol.

Mas a imprensa especializada tem falado agora sobre o fim de carreira de outro Volkswagen, o Fox. Mesmo com méritos, o hatch parece estar “sobrando” na linha da montadora, afinal, não é um citycar, posto ocupado pelo up!, não é o hatch de entrada da marca, como o eterno Gol, nem o premium, posição do novo Polo.

O VW Fox já teve sua gama reduzida para duas versões, ambas equipadas com motor 1.6 e bom pacote de equipamentos. Rivaliza em preço com versões do Gol e parte do mesmo valor do Polo, causando certa “canibalização”, embora a Volkswagen diga que cada um dos seus hatches atende a públicos-alvo específicos. O preço inicial de Fox e Polo é de R$ 49.990, mas enquanto o irmão premium pode alcançar altíssimos R$ 78 mil, o Fox estaciona em R$ 56.421.

Quanto rende?

Não vou tratar de economia de combustível e, sim, de quanto o modelo representa, em faturamento, para a montadora hoje. O Fox mantém desempenho razoável em vendas, mas já vem sentindo o impacto do Polo. Em 2017, emplacou 3.559 unidades/mês, em média; em 2018, a média caiu para 3 mil/mês, enquanto o Polo tem vendido 5.884 mil unidades/mês.

Fazendo uma conta superficial, em que levei em conta a média entre os preços inicial e final praticados nestes veículos e o volume emplacado, cheguei aos seguintes faturamentos (não confundir com lucro da montadora, por favor):

Fox – 42.716 unidades emplacadas em 2017: R$ 2,272 bilhões

Gol – 73.919 unidades emplacadas em 2017: R$ 3,569 bilhões

Polo – 23.538 unidades emplacadas em 2018 (até abril): R$ 1,638 bilhão

Lançado em novembro do ano passado, o Polo já assumiu o posto de carro mais vendido da Volkswagen e considerando que siga nesta trajetória até o fim do ano, poderá ficar próximo de 70 mil emplacamentos, ultrapassando os R$ 4,8 bilhões em faturamento. Já o Fox, caso siga o ritmo dos primeiros meses do ano, deverá encerrar 2018 com cerca de 38 mil emplacamentos e faturamento abaixo dos R$ 2 bilhões.

É pessoal

Eu tenho um apreço pelo Fox porque ele foi o primeiro carro que eu e meu marido compramos depois de casados, um seminovo, 2006, que permanece na família, hoje com meu sogro. Dias atrás tive a oportunidade de dirigi-lo de novo e me lembrei de seus pontos fortes: a motorização e a posição mais alta de direção.

O modelo também foi o responsável pela introdução de uma importante tecnologia no mercado brasileiro: o motor 1.0 Total Flex. Depois, trouxe o primeiro 3-cilindros da Volkswagen, em sua versão Bluemotion, motor que depois equiparia o up!.

Mas, com 15 anos de história, o Fox não sofreu grandes mudanças no projeto e é montado em plataforma antiga, justamente em um momento em que a Volkswagen moderniza toda a sua linha de montagem sob o lema da “Nova VW”.

O modelo é produzido na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, de onde saem também o Golf e modelos da parceira Audi. De lá sairá o T-Cross, SUV compacto já anunciado pela Volkswagen e – dizem – uma nova picape da marca. Há de se abrir espaço na linha de montagem.

Um novo Gol já é esperado, mas não se fala em um novo Fox. Quinze anos de trajetória será pouco para um carro como ele? Talvez não. Contrapondo o ditado inicial, fecho meu pensamento citando Fernando Pessoa: “Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível”.

Será o caso do Fox?

Alguém aí já dirigiu um carro elétrico? Eu tive esta oportunidade duas vezes até hoje: dirigi um Fusca elétrico desenvolvido por alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o BMW i3, primeiro elétrico vendido no varejo no Brasil.

O que mais chama a atenção nos carros eletrificados é a ausência de som no momento da partida. Fiz até um vídeo da partida do i3 na oportunidade, em 2015, chamando a atenção para esta característica. Veja abaixo.

 

Nos carros a combustão, girar a chave – ou apertar o botão – significa causar uma “explosão” dentro dos cilindros; nos elétricos este processo inexiste. Também não há progressão de torque, a liberação é imediata, resultando em respostas igualmente imediatas.

Diante disso, dirigir um elétrico é bastante prazeroso, e será cada vez mais comum nos próximos anos…na China. A gigante asiática impôs metas para a produção de veículos elétricos que terminarão por extinguir os carros novos movidos a combustíveis fósseis em alguns anos. No Brasil, ainda não se tem nada parecido e a infraestrutura precária deve atrasar, em muito, a disseminação desta tecnologia.

Como maior mercado de automóveis do mundo, a China tem atraído fabricantes de diversas partes do globo decididas a investir em energias alternativas em solo chinês. Não só por isso, mas também por isso, o Salão do Automóvel de Pequim (Auto China 2018) tem se mostrado o motorshow mais eletrificado do mundo.

Veja abaixo algumas das novidades mostradas no salão, afinal, esta é a tecnologia do futuro – ainda que mais distante para nós.

BMW iX3

A BMW apresentou no Salão do Automóvel de Pequim o Concept iX3, primeiro veículo da marca BMW movido exclusivamente a energia elétrica. O modelo é baseado no SAV médio X3, que conhecemos por aqui, e utiliza a quinta geração da tecnologia de tração elétrica BMW eDrive. O motor elétrico desenvolvido para o BMW Concept iX3 gera uma potência superior a 270 kW/ 270 cavalos e sua bateria de proporciona uma autonomia de mais de 400 km.

Nissan Sylphy Zero Emission

A Nissan está apresentando três veículos elétricos no Salão de Pequim, um deles é o Sylphy (o Sentra elétrico), que compartilha a mesma plataforma do LEAF, elétrico mais vendido do mundo. O Sylphy é equipado com tecnologias como Alerta Inteligente de Mudança de Faixa, Assistente Inteligente de Emergência, Alerta Inteligente de Tráfego Cruzado e Monitoramento Inteligente de Ponto Cego. O modelo será comercializado durante o ano de 2018.

Nissan IMx KURO

A Nissan é muito boa em carros conceito. Eles costumam ser muito bonitos, e o IMx KURO não foge à regra. Este crossover elétrico oferece aos visitantes do salão uma ideia do futuro da Mobilidade Inteligente da Nissan. Os recursos avançados do veículo incluem a exclusiva tecnologia Brain-to-Vehicle (do cérebro para o veículo), que intercepta e analisa as ondas cerebrais do condutor para melhorar os tempos de reação e melhorar o conforto de condução.

Byton Concept

Certamente uma das grandes atrações do salão. O Byton Concept tem uma tela de 49 polegadas no lugar do painel e controle por gestos e voz. No centro do volante, outra tela, de 8 polegadas, substitui o painel de instrumentos. Segundo o site Auto Esporte, o conceito está 85% pronto e será lançado com autonomia de 500 km com uma carga. A Byton foi fundada por ex-funcionários da BMWi, divisão de carros elétricos da marca alemã.

Sol E20X

Este SUV elétrico é resultado da parceria da Volkswagen com a chinesa JAC. Derivado do T40, possui autonomia de 300 km com uma carga. A imprensa especializada divulgou que o Sol E20X pode chegar ao Brasil. Esperamos que sim!

Fotos: Divulgação

Quando eu era repórter do extinto caderno Carro&Cia, da Folha de Londrina, mantinha uma sessão chamada “Teste do Leitor”. Eu saía às ruas e pedia a algum motorista que avaliasse rapidamente seu veículo com uma nota de 1 a 10, justificando o porquê. No dia seguinte, a avaliação era publicada em um pequeno espaço da página.

As notas 8, 9 e 10 eram frequentes, fossem para Palios ou Evoques. As justificativas, em grande parte, comuns: “Ele me leva para onde eu quero”. Pois eu me vi na condição de um dos meus leitores durante o curso de Jornalismo Automotivo que frequentei em São Paulo, nos dois últimos sábados.

Incitada pelo palestrante – o grande Sérgio Quintanilha, da revista Motor Show – a avaliar meu Renault Duster Dynamique 2014, de pronto cravei-lhe uma nota 7. Depois, de posse de uma lista com critérios técnicos, semelhantes aos utilizados pelas revistas especializadas, vi minha nota inicial cair para um triste 5,2.

A lista recebida me levou a analisar criteriosamente pontos como motor, câmbio, desempenho, multimídia, segurança, entre outros. Conjunto mecânico e desempenho fizeram meu Duster despencar ladeira abaixo. Outros colegas de curso viram o mesmo acontecer com seus Palios, HB20s e Agiles.

Meu Renault Duster Dynamique 2014

O objetivo da atividade era mostrar que avaliações profissionais, feitas por jornalistas especializados, não podem seguir critérios subjetivos, e sim, respeitar critérios técnicos.

Emocional

A verdade é que minha nota inicial só foi 7 porque acompanho o setor automotivo e entendo um pouco de carro; fosse cinco anos atrás, eu teria dado um 9 ou 10. O teste me levou a pensar sobre o quão cheia de subjetividade e emoção são essas avaliações (e nossa relação com nossos carros, de uma forma geral).

Embora eu saiba de todos os pontos positivos do meu Duster – como o amplo espaço interno, o porta-malas suficiente para toda a bagagem do meu filho e o bom navegador – também sei de suas carências – alto nível de ruído interno, baixo torque, ausência de itens de segurança, como isofix. Toda vez que o Sol reflete no MediaNav (multimídia) e impede a visibilidade eu me lembro de como ele é mal posicionado. Ainda assim, tenho uma relação emocional com meu carro.

O carro perfeito

E qual seria, então, o carro perfeito, segundo os critérios técnicos? Ele possivelmente não existe, mas um dos citados no curso como parâmetro a ser almejado foi o Audi R8, superesportivo equipado com motor 5.2 de 610 cv em sua versão Coupé V10 Plus.

A máquina: Audi R8 V10 Coupé Plus

Além de lindo, este Audi R8 faz de 0 a 100 km/h em cerca de 3,2 segundos, um foguete perto dos 13 segundos do meu Duster. Mas ele tem só 112 litros de porta-malas (não cabe nem o cadeirão de papá do meu filho) e é beberrão (esportivo, né?), faz cerca de 5,2 km/l com um litro de gasolina. E o parâmetro final: custa mais de R$ 1 milhão.

Sendo assim, eu não terei um Audi R8 para me levar aonde eu quero, então, pensando bem, eu devia mesmo era ter dado um 10 para o meu Duster…

*Quer brincar um pouco? A partir das tabelas abaixo avalie seu carro segundo critérios técnicos. Depois poste a nota dele aqui nos comentários!