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Que nota o seu carro merece?

Autos e Motos - Roberto Nunes
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Quando eu era repórter do extinto caderno Carro&Cia, da Folha de Londrina, mantinha uma sessão chamada “Teste do Leitor”. Eu saía às ruas e pedia a algum motorista que avaliasse rapidamente seu veículo com uma nota de 1 a 10, justificando o porquê. No dia seguinte, a avaliação era publicada em um pequeno espaço da página.

As notas 8, 9 e 10 eram frequentes, fossem para Palios ou Evoques. As justificativas, em grande parte, comuns: “Ele me leva para onde eu quero”. Pois eu me vi na condição de um dos meus leitores durante o curso de Jornalismo Automotivo que frequentei em São Paulo, nos dois últimos sábados.

Incitada pelo palestrante – o grande Sérgio Quintanilha, da revista Motor Show – a avaliar meu Renault Duster Dynamique 2014, de pronto cravei-lhe uma nota 7. Depois, de posse de uma lista com critérios técnicos, semelhantes aos utilizados pelas revistas especializadas, vi minha nota inicial cair para um triste 5,2.

A lista recebida me levou a analisar criteriosamente pontos como motor, câmbio, desempenho, multimídia, segurança, entre outros. Conjunto mecânico e desempenho fizeram meu Duster despencar ladeira abaixo. Outros colegas de curso viram o mesmo acontecer com seus Palios, HB20s e Agiles.

Meu Renault Duster Dynamique 2014

O objetivo da atividade era mostrar que avaliações profissionais, feitas por jornalistas especializados, não podem seguir critérios subjetivos, e sim, respeitar critérios técnicos.

Emocional

A verdade é que minha nota inicial só foi 7 porque acompanho o setor automotivo e entendo um pouco de carro; fosse cinco anos atrás, eu teria dado um 9 ou 10. O teste me levou a pensar sobre o quão cheia de subjetividade e emoção são essas avaliações (e nossa relação com nossos carros, de uma forma geral).

Embora eu saiba de todos os pontos positivos do meu Duster – como o amplo espaço interno, o porta-malas suficiente para toda a bagagem do meu filho e o bom navegador – também sei de suas carências – alto nível de ruído interno, baixo torque, ausência de itens de segurança, como isofix. Toda vez que o Sol reflete no MediaNav (multimídia) e impede a visibilidade eu me lembro de como ele é mal posicionado. Ainda assim, tenho uma relação emocional com meu carro.

O carro perfeito

E qual seria, então, o carro perfeito, segundo os critérios técnicos? Ele possivelmente não existe, mas um dos citados no curso como parâmetro a ser almejado foi o Audi R8, superesportivo equipado com motor 5.2 de 610 cv em sua versão Coupé V10 Plus.

A máquina: Audi R8 V10 Coupé Plus

Além de lindo, este Audi R8 faz de 0 a 100 km/h em cerca de 3,2 segundos, um foguete perto dos 13 segundos do meu Duster. Mas ele tem só 112 litros de porta-malas (não cabe nem o cadeirão de papá do meu filho) e é beberrão (esportivo, né?), faz cerca de 5,2 km/l com um litro de gasolina. E o parâmetro final: custa mais de R$ 1 milhão.

Sendo assim, eu não terei um Audi R8 para me levar aonde eu quero, então, pensando bem, eu devia mesmo era ter dado um 10 para o meu Duster…

*Quer brincar um pouco? A partir das tabelas abaixo avalie seu carro segundo critérios técnicos. Depois poste a nota dele aqui nos comentários!

 

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