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Problema na rebimboca da parafuseta? Aqui não!

Autos e Motos - Roberto Nunes
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Faço ou não faço cambagem? Uso ou não aditivo? Troco ou não os discos de freio?

Estas são dúvidas que muitos motoristas têm quanto à manutenção do carro, mas que acometem mais as mulheres em função do nosso distanciamento do tema “mecânica”. Por isso, termos comuns ao assunto nos soam altamente estranhos e o medo de sermos enganadas em oficinas e postos aumenta.

No último sábado, participei do curso de Mecânica Interativa para Mulheres (MIM) promovido pela Volkswagen na concessionária de Londrina (PR), a Cipasa, e pudemos tirar muitas dessas dúvidas. Mas o que mais me chamou a atenção foi o nível de desconfiança das 20 mulheres presentes em relação a profissionais do setor.

Muitas delas relataram experiências desabonadoras em postos de gasolina e oficinas mecânicas, por medo de estarem sendo enganadas quanto às recomendações dos profissionais. Uso de aditivo no radiador, troca de óleo do motor e do câmbio foram algumas das principais dúvidas.

O mecânico instrutor do curso não aliviou em nada o sentimento das participantes. Pelo contrário, endossou muitas das desconfianças, dizendo que certas recomendações não estão corretas, como completar o óleo do motor no posto. O problema não é fazer o serviço no posto, mas “completar”. O correto é esperar a quilometragem indicada e fazer a troca total do óleo.

Veja alguns depoimentos:

 

 

Base

O curso foi rápido e introdutório, mas serviu para apresentar às participantes as principais peças dos carros e suas funções. Velas e cabo de ignição deixaram de ser ilustres desconhecidos, bem como bicos injetores e amortecedores. Também recebemos dicas como: após o balanceamento, observar o chumbo na roda, se estiver novo, o serviço foi feito corretamente.

Quanto à cambagem, normalmente oferecida junto ao alinhamento e balanceamento, a orientação é não fazer, sob pena de danificar os amortecedores. (Depois tive a oportunidade de explicar para o meu marido o que é uma cambagem e, sim, me deu uma certa satisfação).

Confiança

Promovido por uma concessionária, o curso tinha o objetivo (off course) de defender as autorizadas. Ainda que mais caras, lá eles garantem: ninguém leva gato por lebre. Quando uma das participantes perguntou para o instrutor: “O que eu posso deixar fazerem no posto, então?” Ele respondeu: “Ver o depósito de água do para-brisas, que não causa dano nenhum” (aliás, pode sim usar um pouco de detergente neste reservatório).

Claro que nem todos os frentistas querem passar a perna nos motoristas e muitos mecânicos particulares são de confiança, não empurram trocas desnecessárias e trabalham com peças originais. Ainda assim, não custa nada saber um pouquinho mais para poder argumentar, né? Problema na rebimboca da farafuseta? Nunca mais!

 

Algumas dicas para facilitar a vida de motoristas – mulheres ou homens – e aumentar a vida útil do veículo:

– Não lave o motor do carro;

– Não use protetor para o motor do carro;

– Não deixe passarem óleo de mamona durante a lavagem do veículo, ele corrói as borrachas;

– Não faça cambagem. Se o ângulo das rodas estiver incorreto vá atrás da causa;

– Só se mede o óleo do motor com o carro frio e com a vareta na horizontal;

– Use aditivo no radiador na proporção 40/60 (60% água);

– Verifique o filtro do ar-condicionado a cada seis meses;

– Não se troca óleo de câmbio manual;

– Observe sempre o reservatório do óleo do freio, se estiver baixo pode indicar desgaste das pastilhas.

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