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Acabou? Os rumos da greve dos caminhoneiros

Autos e Motos - Roberto Nunes
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Em um universo povoado por fake news, ânimos exaltados e descontentamento se desenrolam os próximos passos do movimento dos caminhoneiros. A greve que paralisou o País por 11 dias e, para o governo, terminou oficialmente ontem (31) - com a desocupação do porto de Santos - ainda está latente nas redes sociais. Pelo whatsapp e Facebook, autônomos estão sendo chamados a seguirem para Brasília para apresentar o que seriam as reais reivindicações da categoria.

Em vídeo que circula hoje (1), Wallace Landim, conhecido como Chorão e como um dos grandes representantes da categoria, reforça o chamado para que o maior número de caminhoneiros estejam no DF até domingo (3). O objetivo é conseguir uma audiência com deputados ou com o presidente Michel Temer.

"A concentração vai ser domingo, no Mané Garrincha, pra segunda-feira a gente conseguir montar uma comissão com um representante de cada Estado, para a gente pleitear uma conversa com o Governo". O próprio líder alerta para a circulação das fake news.

"Estão colocando 'fake' no meu nome, estão colocando áudio, eu quero dizer pra você acompanhar os vídeos que eu estou fazendo", alerta.

Outro vídeo mostra alguns caminhões da região já parados em frente ao estádio Mané Garrincha, escolhido como ponto de concentração. A pauta a ser apresentada agora inclui mais redução no preço do óleo diesel (cerca de R$ 1) mas também nos valores da gasolina, etanol e gás de cozinha.

 

Paralisação total

Áudios e textos com avisos de "atenção" sobre nova paralisação total a partir de segunda-feira circulam pelo whatsapp. Orientam, inclusive, a população a estocar combustível e comida. Vídeos mostram que Brasília estaria "tomada" por caminhões desde ontem, o que consegui desmentir com amigos e parentes moradores da Capital Federal.

Mas há dúvidas sobre a adesão a essa nova greve - ou nova etapa da mesma greve a partir de segunda. No mesmo vídeo citado acima, Chorão diz que uma nova paralisação será avaliada na segunda, após tentativa de encontro com o governo.

"Segunda-feira, se não tiver uma conversa com o governo, nós, toda a categoria, vamos decidir o que vai ser. Se a categoria decidir que de segunda pra terça a gente paralisa, a gente vai paralisar de novo".

Opiniões

Dois caminhoneiros autônomos da região me disseram ontem que prefeririam aguardar os efeitos das medidas anunciadas pelo governo antes de nova paralisação. Ambos pediram para não ser identificados.

"Só perdemos tempo a respeito dessa (greve) que acabou ontem, eu acho que precisamos ver se as promessas irão ser atendidas e se não forem, daqui um ou dois meses, daí sim, organizar outra, não já", avalia um deles.

"Aviso" que circula nas redes sociais

Repercussão

Não há quem não esteja comentando sobre a possível nova greve segunda-feira. Em Londrina é voz corrente, inclusive entre os frentistas dos postos nos quais passei. Populares que apoiam a categoria, ou que enxergam no movimento uma possibilidade de mudança maior no País, também reforçam o desejo de continuidade dos protestos.

 

Uma aposta: Chorão é influente entre a categoria, por isso, se houver paralisação na segunda será com pouca adesão. A maior parte dos caminhoneiros deve aguardar o resultado de mais esta investida do representante em Brasília. Veremos como agirá o senhor Michel Temer.

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