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Ano Novo, carro novo (se a grana der), por Cecília França

Cecília França - Autos Papos
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A economia brasileira vem dando sinais de recuperação e vai ter crescimento de mais de 10% na venda de veículos em 2017 sim. O otimismo parece voltar aos lares, com o consumo das famílias aumentando, enquanto o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, sorri diante da previsão de PIB de 2,6% em 2018.

Economia melhorando e o brasileiro quer o quê? Trocar de carro! Veículos fazem parte dos nossos sonhos de consumo e, para medir um pouco desta febre, fiz uma pesquisa rápida com meus contatos no Facebook. A questão proposta foi direta: “Você gostaria de trocar de carro em 2018? Sim ou não?” Após a resposta no post, enviei para cada um dos participantes algumas questões adicionais, de forma privada, para entender a motivação da troca do veículo ou manutenção do atual.

Recebi 69 respostas, das quais 46 eram “sim” e 23 “não”. A principal motivação apontada para a troca foi “Meu carro atual é velho” e o modelo preferido, o compacto. Dentre os que disseram não querer trocar de carro, a maioria apontou “Estou sem grana” como motivo. Na verdade, mesmo entre alguns que querem carro novo há dúvidas sobre ter ou não dinheiro para a aquisição, como se vê nos comentários abaixo.

“Busca por economia” foi o segundo motivo apontado por aqueles que querem trocar de veículo, seguida de “Procuro mais espaço”. Os SUVs ficaram em segundo lugar como modelo desejado, seguidos pelos sedãs.

Vale a pena se endividar?

Conversei com o economista Rogério Ribeiro, pró-Reitor de Administração e Finanças na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), sobre o que ele espera da economia em 2018 e se o próximo ano será bom momento para a aquisição de bens duráveis como veículos. Ribeiro foi cauteloso. Na opinião dele, antes de comprometer a renda por vários anos o consumidor deve esperar sinais mais concretos de reativação da economia.

“Deve-se considerar que muitos produtos e serviços essenciais estão tendo seus preços ajustados em taxas superiores à inflação, tais como IPTU, combustíveis, gás de cozinha, alimentos, etc. Com isto a renda disponível após efetuar essas despesas continuadas tende a ficar menor e prejudica a capacidade de poupança das famílias”.

O economista lembra do básico: antes de se comprometer com qualquer financiamento de médio e longo prazo, a pessoa deve ter a segurança de emprego e renda para fazer frente a esta dívida. E acrescenta: “Entre financiar um veículo e poupar, nos cenários atual e prospectado, é melhor poupar”.

Conclusão

Podemos concluir do atual cenário aquilo que todos os economistas não se cansam de repetir e nós nunca nos cansamos de ignorar: não devemos fazer dívidas além da nossa capacidade de pagamento. Agora, se você está com as contas em dia e é como minha amiga abaixo, que só quer andar de carro novo, manda ver! E Feliz Ano Novo.

Cecília França é jornalista, com passagens pelos diários Tribuna do Norte e Folha de Londrina, onde iniciou da cobertura do setor automotivo. É colunista e mantém o blog Autos Papos (www.autospaposlondrina.com).

 

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