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Na edição passada da nossa coluna abordamos um momento especial para o mercado nacional, o lançamento do Mustang. Como imprensa tivemos a oportunidade de conduzir o modelo no enigmático autódromo de Interlagos. Dois ícones em um só lugar.

Agora, atendendo convite da Ferrari, fui até a Itália, para conhecer de perto o comportamento da Ferrari 488 Pista, modelo equipado com o mais potente motor V8 da história da empresa de Maranello, com o mais alto nível de transferência de tecnologias do mundo das corridas para um carro de rua.

O grupo era formado por apenas cinco membros da imprensa especializada, sendo dois do Brasil, Eu e Roberto Nasser, um representante do México, mas que é brasileiro e também pernambucano, Sérgio Oliveira, um da Índia, Yogendra Pratap e por último, dos Estados Unidos, Dan Carney, com o objetivo de conhecer o universo desenvolvido pela Ferrari.

A programação permitiu visitar a linha de produção, desde o processo de fundição do bloco do motor, que apesar de tantas tecnologias, ainda segue o passo-a-passo tradicional de anos passados, com diferenciais de elementos tecnológicos de controle do processo.

 

Na sequência a montagem do motor desde seus componentes como a árvore de manivelas (virabrequim ou girabrequim, como queiram), pistão, biela, bronzinas, turbina, entre outros detalhes que cuidadosamente são ajustados e apertados conforme a especificação.

Chegamos então na linha de montagem. Observamos o trabalho de análise de especificações da carroceria e a junção de todos os componentes que vão transformando diversas peças em sonhos para muitas pessoas. A linha de montagem segue características do grupo, com diversos modelos sendo montados em um mesmo processo.

Nossa visita foi totalmente controlada pela Ferrari. Imprensa sem permissão para fazer nenhuma imagem é quase o mesmo que colocar uma criança num parque de diversões e não ter acesso aos brinquedos. A vontade era registrar tudo, mas a Ferrari forneceu todo o material fotográfico que você acompanha em nossa matéria.

Passamos nas áreas da Scuderia Ferrari. Um grupo de engenheiros com foco em desenvolver tecnologias que podem conseguir resultados em ganhos de tempo para ganhar uma corrida. Milhões de investimentos e mais áreas secretas.

Um dos lugares que merecia aquela foto da viagem foi um galpão repleto de carros da fórmula 1, utilizados pela equipe em anos passados, um ao lado do outro, mas carregados das histórias de Schumacher, Mansell, Alonso, Barrichello, Lauda, entre outros.

Assim como os carros, nós também precisamos de combustível e seguimos para o almoço. O Restaurante Cavallino guarda relíquias da história da Ferrari. São fotos autografadas, elementos dos carros de corrida, decoração típica italiana e seu símbolo, o Cavallino Rampante, que é o cavalo negro levantado sobre as patas traseiras, inserido num fundo amarelo, reinando em vários lugares. O prato? Massa italiana com certeza.

Com a energia recuperada, o momento mais esperado da viagem que começou no Recife, passou pelo Rio de Janeiro, Roma, Bolonha e então Maranello, chegava na pista oficial da Ferrari, utilizada para testes e desenvolvimentos dos carros da marca, o Circuito de Fiorano.

Três protótipos da Ferrari 488 Pista estavam a disposição. Um para realização de fotos e gravação de imagens, outro para teste urbano e um último para avaliação no autódromo.

A primeira experiência foi como passageiro ao lado do piloto de testes Raffaele De Simone. Em três voltas ele explicou o circuito, curva a curva, melhor trajetória e como conseguir na prática aplicar os avanços de engenharia que o novo modelo apresenta. Uma volta rápida para mostrar o que é capaz de fazer no modo de corrida e mais uma volta para esfriar o carro e voltar aos boxes.

Agora é hora de acelerar. Nas mãos a motorização 3.9 litros (3.902 cc), V8 biturbo de 90º que produz 720 cavalos de potência a 8.000 rpm (rotações por minuto), com torque máximo de 770 Nm a 3.000 rpm, que precisa de apenas 2,85 segundos para sair da inércia e chegar aos 100 km/h e 7,6 segundos para chegar aos 200 km/h. A potência específica é 185 cv por litro e a velocidade máxima é de 340 km/h. A taxa de compressão é de 9,6:1.

Temos a evolução extrema do motor turbo premiado por dois anos consecutivos (2016 e 2017) como "Motor Internacional do Ano – Engine of The Year", premiação que conta com minha participação entre os jurados desde 2012. É o mais potente V8 da história da Ferrari.

O aumento de 50 cv no motor 488 GTB também representa o maior aumento de potência em comparação com o carro "base" de todas as versões especiais da Ferrari, um bom 115 cv a mais do que o modelo anterior, o 458 Speciale. Seu V8 é, portanto, posicionado como um ponto de referência não apenas para motores turbo, mas para todas as unidades de potência no sentido absoluto.

O desafio apresentado para o desenvolvimento da versão esportiva do 488 GTB foi, portanto, muito complexo: superar o que foi considerado o melhor motor do mundo.

Para enfrentar este desafio, foi necessário experimentar soluções inovadoras, aproveitando a experiência de sucesso no mundo das competições. O resultado é que o motor utilizado na Ferrari 488 Pista possui mais de 50% dos componentes específicos em comparação com o 488 GTB.

Não é por acaso que a Ferrari 488 recebe a denominação Pista. A dinâmica do carro torna divertida a condução do modelo, mesmo para quem não é piloto. Controles específicos permitem a escolha do modo de condução e assistências envolvidas para ter experiências únicas de condução conforme a escolha.

Basta tocar no acelerador que a 488 Pista responde rapidamente. Da mesma forma que ganha velocidade, o sistema de frenagem age com segurança quando é acionado. Foram quatro voltas, cada vez mais rápidas pelas retas e curvas do circuito.

Depois foi a vez de rodar em via urbana. Pela cidade de Maranello, o protótipo da 488 Pista desfila pelas ruas sinuosas da cidade, com neblina baixa e temperatura na casa dos 12ºC.

Retornando ao autódromo foi hora de preparar o material de imprensa que você confere em nossa matéria. Tudo produzido e controlado pela Ferrari. Câmera car, foto car, imagens internas, entrevistas e passagens.

Ainda sobrou tempo e com a pista liberada foram permitidas mais algumas voltas com o modelo, e claro, oportunidades como essa não podemos deixar passar.

 Assista em vídeo:

No processo construtivo da 488 Pista observamos a preocupação com o refinamento mecânico e de desenvolvimento. Quando comparada com a 488 GTB a redução de peso seco foi da ordem de 90 kg, oferecendo vantagens em termos de agilidade e capacidade de resposta.

Destaque para as áreas que passaram por alteração quando comparadas com a 488 GTB como o sistema de admissão, eixos de comando de admissão e de escape, intercoolers, coletor de escape, sensor de velocidade do turbo compressor e controle da combustão.

Já os componentes que receberam modificações foram as bielas, bronzinas, volante do motor, válvulas, molas e árvore de comando, pistões e cilindros, forros dos cilindros e até mesmo o pino do pistão com novo revestimento. Considerando apenas o motor, a redução de peso quando comparado com a versão utilizada na 488 GTB foi de 18 kg.

A transmissão utilizada também traz tecnologia da Fórmula 1, é de dupla embreagem e possui sete velocidades. De 100-0 km/h são necessários 29,5 metros. A gasolina utilizada em nossos testes foi de 98 octanas.

No compartimento de passageiros, a atmosfera é definitivamente de corrida, caracterizada pela essencialidade.

O uso extensivo de materiais técnicos leves e nobres, como o carbono e alcantara, harmoniza-se perfeitamente com a habilidade e o refinamento típicos dos interiores da Ferrari.

Isto é evidenciado pela costura manual contrastante, os apoios de pés e estribos em alumínio amendoado, ou os moldes particularmente fluidos dos painéis das portas.

A remoção do porta-luvas no painel dianteiro do passageiro (substituído por bolsos de luvas convenientes no banco e nas portas) permitiu reduzir significativamente o volume do painel.

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet, uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

 

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

O mercado brasileiro de automóveis começa a mostrar o início da recuperação nas vendas, um bom momento para novos modelos serem oferecidos para os clientes. Com esse pensamento a Ford entendeu ser esse o melhor momento para oferecer o Mustang, um veículo presente em mais de 140 países, com mais de 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, literalmente um ícone reconhecido nas pistas, ruas, cinema e nas artes.

Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1964, o Mustang inaugurou um novo segmento de mercado e foi um sucesso instantâneo. Com sua personalidade inovadora e marcante, o “muscle car” soube captar o espírito da geração “baby-boomer”, do pós-guerra, que ansiava por novidades.

Criado pelo lendário Lee Iacocca, em apenas dois anos vendeu mais de um milhão de unidades. E continuou a conquistar novos fãs ao longo de suas seis gerações, mantendo o título de carro esportivo mais vendido dos Estados Unidos nos últimos 52 anos.

Até 2017, mais de 1.600 unidades foram importadas de forma independente no Brasil. Agora será ainda mais fácil comprar o Mustang, em qualquer concessionária Ford.

Vendido exclusivamente na versão de topo GT Premium com Performance Pack por R$ 299.900, o modelo oferece excelente pacote de performance, conforto, conectividade e segurança, com credenciais para competir com esportivos muito mais caros.

O Mustang é produzido na avançada fábrica de Flat Rock, no estado de Michigan, nos Estados Unidos, para todos os mercados globais.

Para o lançamento do ícone, a Ford manteve o padrão de força, potência e esportividade, reunindo a imprensa no circuito mais emblemático e significativo para o amante do automobilismo brasileiro: Autódromo de Interlagos (cujo nome oficial é Autódromo José Carlos Pace).

E a imprensa teve a oportunidade de dirigir o esportivo não apenas no circuito, mas também em vias urbanas, no percurso do hotel até o autódromo.

O Mustang já é um dos lançamentos mais importantes do mercado brasileiro em 2018. Emoção e diversão ao volante fazem parte do DNA do modelo.

Com os vários avanços no motor, transmissão, suspensão, freios, direção e tecnologias de assistência ao motorista, o Mustang GT Premium 2018 vai além não só em potência e desempenho, como também em dirigibilidade.

Durante as primeiras impressões tanto no tráfego urbano, quanto no circuito, a sensação de total controle do veículo é plena. Conforme o modo de direção escolhido observamos o bom comportamento do conjunto motor e suspensão.

O Mustang é suave, o Mustang é bruto. Tudo isso só depende exclusivamente do desejo do motorista na escolha de como deseja o comportamento do veículo. E isso é muito bom, o direito de escolher como você vai dirigir o modelo: na cidade, de forma calma e controlada, ou num circuito, em situações dinâmicas bem diferentes.

Quando o assunto é Mecânica Online® encontramos seu motor V8 5.0 litros de terceira geração que desenvolve potência de 466 cv (@ 7.000 rpm) e torque de 556 Nm (@ 4.625 rpm), sendo 82% do torque máximo disponível a 2.000 rpm, acoplado à nova transmissão automática de 10 velocidades com opção de trocas manuais no volante e tração traseira.

O Ford Mustang GT Premium 2018 é o mais rápido e confortável da linha já lançado no mundo: acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,3 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente.

“O novo Mustang GT acaba com o antigo conceito de que todo carro com potência bruta é difícil de dirigir. Ele foi desenvolvido para oferecer um desempenho forte e confortável em qualquer condição de uso”, diz Volker Heumann, engenheiro-chefe de Powertrain da Ford América do Sul.

A suspensão adaptativa MagneRide usa amortecedores com fluido viscoso eletromagnético e sensores que monitoram as condições da pista 1.000 vezes por segundo para oferecer a melhor resposta em cada situação de rodagem.

São seis os modos de direção que permitem ajustar rapidamente o nível de esforço da direção, a resposta de aceleração e as configurações da transmissão e do controle eletrônico de estabilidade para cada condição: Normal, Esportivo, Esportivo+, Pista, Drag e Neve/Molhado, além da seleção personalizada MyMode.

O Mustang GT também vem equipado com o Track Apps, ferramenta que permite registrar vários dados de performance do veículo, como aceleração, tempo de volta, frenagem e força G. O Line Lock, que bloqueia eletronicamente as rodas dianteiras para o preaquecimento dos pneus traseiros em largadas, o famoso “burnout”, é outro recurso exclusivo para as pistas.

A transmissão automática de 10 velocidades é outro grande avanço do Mustang GT. Com relação ampla, ela oferece engates rápidos e precisos, em menos de 0,5 segundo, com melhor aproveitamento de torque, selecionando o ponto mais eficiente de troca para cada rotação e modo de direção escolhido. Os comandos “paddle shift” na direção permitem trocas manuais.

O desenvolvimento dessa nova transmissão gerou mais de 20 patentes para a Ford. Seus avanços incluem o uso de fluido de ultrabaixa viscosidade para redução de atrito, seis embreagens, um conversor de torque otimizado para redução de peso e uma tecnologia com solenóides integrados no trocador de marcha para trocas mais rápidas, chamada CIDAS (“Casting-Integrated Direct-Acting Solenoid”).

Desde a chegada da nova geração global, em 2015, o Mustang conquistou a posição de cupê esportivo mais vendido do mundo, que se repetiu em 2016 e 2017, segundo dados da consultoria Focus2Move. E também é o veículo mais popular no Facebook, com 8,5 milhões de curtidas.

Na Europa, desde 2015, o Mustang ultrapassou tradicionais esportivos europeus e tornou-se um dos mais vendidos da categoria no continente, com mais de 33.000 unidades.

Já no Brasil o programa de pré-venda comprovou a força do veículo. No total, seu hotsite exclusivo de apresentação recebeu mais de 2 milhões de visitas, mais de 7.300 inscrições e teve em torno de 275 unidades comercializadas em pouco mais de três meses.

Com isso, o Mustang assumiu a liderança isolada do segmento de esportivos e esportivos premium antes mesmo de chegar ao mercado, com cerca do dobro do volume dos competidores somados. E praticamente dobrou o tamanho do segmento, que avançou de 0,07% para 0,12% de participação na indústria.

Sonho de consumo de várias gerações, ele foi imortalizado nas telas com cerca de 3.800 aparições em produções do cinema e da TV – marco que nenhum astro é capaz de igualar. Entre os filmes mais famosos que estrelou, estão clássicos como 007 Contra Goldfinger (1964), Bullitt (1968), Os Diamantes São Eternos (1971), 60 Segundos (2000) e Eu Sou a Lenda (2007).

 

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet, uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

Na edição passada da nossa coluna abordamos a revolução da indústria 4.0, denominada de quarta revolução industrial, e suas mudanças em todo o processo de produção e ganho na eficiência – novos modelos, redução nos custos, mais rapidez nas mudanças e  total rastreamento das atividades.

Todos os dados do processo de produção ficam armazenados, são comparados em tempo real e qualquer diferença logo é percebida na análise de dados.

Numa visita a nova linha de produção de caminhões da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, vimos um computador que a todo instante processava os dados do produção. A tela mudava muito rapidamente, realizando comparações e garantindo a manutenção da qualidade nos produtos fabricados.

É a tecnologia digital e hiperconectividade assegurando altos padrões de qualidade e produtividade, além de ampla flexibilidade para atendimento às demandas dos clientes.

A quarta Revolução Industrial coloca, portanto, o colaborador da fábrica no comando das tecnologias, ajudando a gerar dados que, em um futuro muito breve, serão usados para trazer mais inteligência às operações.

Uma frase muito conhecida é a de que quem tem informação, tem poder. É isso que acontece com o processo da Indústria 4.0, mas que também começa a ser evidenciada em nossas rodovias.

 

Não por acaso, muitos dos carros fabricados atualmente contam com mais de 100 sensores embarcados, capazes de monitorar permanentemente itens como velocidade, temperatura do motor e funcionamento dos freios, coletando para isso uma série de outras informações.

Estes sensores fazem com que estes automóveis produzam cerca de 25 GB de dados por hora. Em se tratando de carros autônomos, a previsão é de que este volume salte para 3.600 GB por hora.

O diretor da divisão de TI da T-Systems, A T-Systems Brasil, provedora alemã com amplo portfólio de soluções digitais e serviços de TI, François Fleutiaux, explica que os dados não são gerados apenas com o veículo em movimento.

"Eles são produzidos em toda a cadeia de valor, do design e desenvolvimento, produção, vendas e uso, até as revisões e manutenção", diz, lembrando haver um consenso entre especialistas de que empresas com capacidade de coletar, integrar e analisar estes dados com inteligência estarão entre os vencedores da revolução digital.

"Estas empresas serão capazes de melhorar a eficiência de uma série de processos e de abrir novas possibilidades de vendas com serviços inovadores", prevê, citando três exemplos de serviços neste novo mercado:

Manutenção preditiva em produção automotiva – de acordo com a IFR (International Federation of Robotics), 2,6 milhões de robôs estarão em uso até 2019, muitos deles já em operação. Um carro médio tem cerca de 6 mil pontos de solda. Se um único robô de soldagem tem uma parada inesperada, toda a linha é paralisada, causando prejuízos de cinco a seis dígitos para o fabricante.

Há dados de medição e consumo de energia que permitem prever uma parada deste tipo com seis dias de antecedência, permitindo que a manutenção trabalhe de forma programada.

Seguro automotivo pago por uso do carro – poucas seguradoras utilizam tecnologia telemática para monitorar o comportamento dos motoristas, premiando hábitos de direção segura com taxas mais baixas. Uma caixa telemática, ou mesmo o smartphone, pode ser utilizado para gravar estes dados e envia-los para a companhia seguradora. Se o automóvel tiver um SIM card instalado, estes dados podem ser transferidos sem problemas.

Seguradoras e fabricantes de automóveis já estão trabalhando para estabelecer um framework legal que permita o fornecimento de dados relevantes para as seguradoras.

Semáforos que reconhecem veículos de emergência – muitos semáforos já estão equipados com câmeras de monitoramento, permitindo sua otimização de acordo com o fluxo. A cidade de Milton Keynes, na Inglaterra, está equipando seus cerca de 2,5 mil semáforos com câmeras inteligentes capazes de reconhecer ambulâncias e mudar as fases para permitir sua passagem.

Não há dúvidas que os carros estão se tornando data centers sobre rodas.

 

Muitas das tecnologias que chegam nos automóveis possuem origem em outros meios de transporte, como foi o caso dos freios ABS. Observamos essa mesma tendência vinda dos caminhões.

A Scania recentemente apresentou o Programa de Manutenção com Planos Flexíveis, solução inédita para o setor, que promove um novo jeito de oferecer serviços. O plano é uma modalidade em que, por meio da conectividade, o veículo informa o momento ideal de parar para a manutenção.

Nesse novo sistema, o pagamento passa a ser mais dinâmico, personalizado e por tempo indeterminado; e feito de acordo com a quilometragem rodada de cada veículo e tarifação por consumo de combustível (ou seja, quanto mais economizar diesel menos o cliente pagará).

Com os Planos Flexíveis, a Scania consegue unir de forma perfeita sustentabilidade e rentabilidade, e ainda reduzir em até 16% o custo de manutenção de cada unidade.

Fleutiaux defende que o mercado precisa, para potencializar os dados produzidos por veículos, desenvolver mais conectividade, capacidade de storage e softwares inteligentes. Um em cada cinco veículos serão equipados com alguma forma de conexão sem fio até 2020, que devem totalizar cerca de 250 milhões de veículos globalmente.

Este desenvolvimento está sendo estimulado pela obrigatoriedade da instalação do sistema de chamadas de emergência eCall em todos os carros da União Europeia até o final de março deste ano, equipando cada um deles com um SIM card.

"Fabricantes, fornecedores e startups estão considerando as oportunidades e enfrentando a competição de empresas de outros segmentos, como a Apple e o Google, que já descobriram o potencial deste mercado e têm conhecimento e musculatura financeira para agita-lo. A luta pelos dados automotivos está apenas começando", conclui.

Não poderíamos ter um assunto tão atual, num momento em que descobrir como se comporta e pensa um eleitor, por exemplo, foi decisivo numa eleição nos Estados Unidos. Imaginou como descobrir o comportamento do veículo, seus sensores e atuadores, a forma de condução e necessidades do motorista (cliente) vão permitir um salto na indústria automotiva e uma geração totalmente nova de veículos?

Como vimos no passeio na nova linha de produção da Mercedes-Benz, estamos vivendo o futuro.

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

O desafio das novas tecnologias é mudar a rotina do nosso trabalho, quebrar paradigmas, evoluindo de forma eficiente todo um processo construtivo na busca de custo menores e rapidez de produção. É cada vez mais comum a utilização do termo “Indústria 4.0”, mas o que realmente essa revolução vai mudar em sua vida?

Para responder essa pergunta vamos entender os conceitos da estratégia que envolvem essa nova revolução industrial.

A origem do termo Indústria 4.0 surge a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. O termo foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011. Em Outubro de 2012 o grupo responsável pelo projeto, ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH)  e Kagermann (acatech) apresentou um relatório de recomendações para o Governo Federal Alemão, a fim de planejar sua implantação.

Então, em Abril de 2013 foi publicado na mesma feira um trabalho final sobre o desenvolvimento da indústria 4.0.

A Internet das Coisas está tornando o mundo cada vez mais conectado e a área industrial também precisa estar inserida nesta realidade. Assim, é necessário proporcionar conexão e interatividade entre o homem, a máquina e os processos. Este é o papel da Indústria 4.0, cujo resultado visa tornar a produção fabril mais inteligente, eficiente e adequada às exigências do mercado.

Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma. Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

Seus principais benefícios são o incremento da produtividade e diminuição dos custos operacionais, aumentando, consequentemente, a competitividade das empresas que a utilizam. Além desses, permite uma maior flexibilidade produtiva, um menor tempo de desenvolvimento e a oferta de novos serviços e modelos de negócio.

Quando nos direcionamos para a indústria automotiva, fica muito mais fácil entender esses conceitos de forma prática.

Realidade virtual, realidade aumentada e impressão 3D são exemplos de tecnologias que saíram do universo dos jogos e da ficção científica para gerar resultados concretos em ambiente industrial.

Dentro do contexto da indústria 4.0, a Renault do Brasil coleciona exemplos de que a inserção de inovações no processo produtivo de carros, veículos comerciais leves e motores é uma excelente aliada na produtividade, na redução de custos, na capacitação de colaboradores e na qualidade do produto final.

A Realidade Virtual hoje é utilizada na Renault para o treinamento da operação da pinça de solda, uma ferramenta complexa e com riscos potenciais no caso de manuseio sem as devidas precauções.

Por meio da ferramenta HTC-Vive, o colaborador utiliza óculos de realidade virtual e é inserido no ambiente de trabalho, onde é orientado a utilizar seus equipamentos de proteção individual, segurar a pinça e realizar seu trabalho. No caso de não-utilização dos EPIs, o HTC-Vive simula possíveis acidentes que o operador pode sofrer.

“A Renault do Brasil tem um histórico de pioneirismo no desenvolvimento e na aplicação de soluções tecnológicas para tornar nossos processos ainda mais eficientes. Várias das inovações que implantamos no Complexo Ayrton Senna foram posteriormente levadas a outras unidades da Renault no mundo”, afirma Angelo Figaro, diretor de Tecnologia de Informação da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi para a América Latina.

Diferentemente da realidade virtual, que insere o usuário em um ambiente 3D, a realidade aumentada traz elementos virtuais para o mundo real. Na Renault, essa tecnologia é utilizada, por exemplo, para o controle de qualidade do produto final. Nessa tarefa, os colaboradores utilizam óculos especiais que exibem quais os principais pontos a conferir em cada tipo veículo que sai da linha de produção.

Para isso, basta que o operador diga o modelo do veículo – Kwid, Sandero, Logan, Duster, Duster Oroch e Captur. Os óculos identificam o veículo e indicam quais pontos a verificar. A equipe de Tecnologia da Informação da Renault já trabalha para que, em breve, os óculos identifiquem o veículo sem a necessidade do comando verbal do colaborador.

Além de estar presente na linha de produção de veículos, a realidade aumentada também pode ser encontrada em uma série de pontos do Complexo Ayrton Senna, como a fábrica de motores (CMO). Lá, os colaboradores conseguem, por meio de telefones celulares e QR Codes, fazer análises completas do funcionamento de equipamentos, substituindo formulários de papel até então utilizados para isso. Os dados compilados são inseridos instantaneamente em um sistema, permitindo ações de manutenção – se necessárias – em tempo real, gerando ganhos de produtividade.

Já o uso da impressora 3D na Renault começou de forma experimental em 2015. Deu tão certo que virou quase um departamento específico na área de TI: o Bureau de Impressão 3D.

Hoje a empresa possui três impressoras, elaborando uma série de itens, como moldes, bicos para aplicação de cola nos vidros dos carros e até itens que resultam em ganho de ergonomia para os colaboradores.

Apenas de 2016 para 2017, o uso das impressoras provocou redução de custo de cerca de 150 mil euros, com a fabricação doméstica de 785 itens.

O ganho de custo médio é de 75%, comparando ao total necessário para a aquisição de componentes de fornecedores externos, além da redução do tempo de espera pelo item, em alguns casos até seis vezes inferior.

Assista essa matéria em vídeo:

 

 

FCA TESTA EXOESQUELETO NA LINHA DE PRODUÇÃO 

A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) é a primeira empresa na América Latina a incorporar a tecnologia do exoesqueleto ao processo produtivo.

São dez conjuntos em teste nas linhas de montagem e logística do Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG), para reduzir o esforço muscular e melhorar a condição ergonômica dos operadores da manufatura. Leve e de fácil adaptação, o sistema acompanha os movimentos do funcionário com total sincronismo.

De acordo com Cristiano Felix, gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da FCA para a América Latina, a aquisição do equipamento faz parte da estratégia de integrar o Polo Automotivo Fiat à Indústria 4.0, com o desenvolvimento de novas tecnologias conectadas à internet das coisas, manufatura aditiva, simulação virtual, entre outras. “Buscar soluções para que o operador execute a atividade com mais qualidade é um importante desafio que está inerente às práticas da Indústria 4.0”, completa.

O investimento total ultrapassa US$ 80 mil. Após amplo benchmarking, dois conjuntos foram adquiridos da empresa suíça Noone, e funciona como uma espécie de cadeira, sustentando o peso do operador no momento em que senta. O restante é da marca norte-americana suitX.

O sistema biomecânico é vestido como um colete. Em fase de expansão, novos conjuntos foram adquiridos para aplicação na planta de Córdoba, na Argentina, e na fábrica de motores de Campo Largo, no Paraná. O exoesqueleto complementa uma série de iniciativas para melhoria da condição ergonômica do operador, como os ganchos giratórios, braço mecânico, partnes, talha, entre outras.

 

Benefícios da Indústria 4.0 

Qualidade - Otimizar resultados através de:

 - Suporte otimizado para pessoal;

- Processos transparentes;

- Coleta de dados e métodos analíticos.

Flexibilidade - Reação rápida para:

- Mercado;

- Solicitações de cliente;

- Problemas internos.

Rentabilidade - Redução de custos totais

- Custos de falha;

- Custos de logística;

- Custos de manutenção.

Rentabilidade - Aumentar rentabilidade:

- Tempo operacional planejado;

- Tempo de ciclo;

- Eficiência global de equipamento.

 

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

 

Matéria em vídeo | https://youtu.be/ZAcFPp_H7Gs

Para muitas indústrias automotivas o futuro já é agora e só existe um caminho: os veículos elétricos. A imagem de energia limpa que muitas carregam em suas campanhas é ofuscada muitas vezes quando observamos toda a trajetória de desenvolvimento para alcançar essa matriz energética como solução.

O veículo movido a eletricidade implica em grandes custos na aquisição das baterias e alto investimento para implantação de infraestrutura de carregamento. Tudo isso precisa ser considerado. O mesmo acontece com os veículos híbridos, que demandam altos custos de aquisição e operação.

Há também o biodiesel como outra opção de combustível, porém, a alternativa enfrenta limitações técnicas em relação ao veículo. Outras possibilidades são o diesel de cana e o etanol aditivado, que possuem preços bastante elevados, além de soluções inviáveis economicamente, como o ônibus a hidrogênio, ou o HVO, espécie de óleo vegetal hidrogenado, ainda indisponível no Brasil.

A alternativa do veículo GNV/biometano é aquela que oferece as melhores condições de sustentabilidade ambiental, tecnológica e financeira.

Para os ônibus movidos a biometano e GNV, ou a mistura de ambos, não são necessárias alterações significativas nos projetos das carrocerias.

É necessário apenas a instalação dos cilindros de gás, que no caso dos veículos com piso normal, são colocados nos espaços disponíveis entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho) e em opções com entrada baixa, a implantação é sobre o teto.

Pioneira em oferecer produtos tecnológicos, a linha Scania com motor a gás (GNV/biometano) oferece opções sustentáveis para a mobilidade urbana.

É capaz de garantir importante redução de emissões de gases contaminantes, principalmente NOx e material particulado, que são os principais responsáveis pelo comprometimento da qualidade do ar.

Assista a matéria em vídeo:

Em comparação com um veículo similar a diesel, o ônibus a gás emite 85% menos gases se abastecido com biometano, e 70% menos se estiver com GNV.

Em complemento, garante importante redução de emissões de CO2 e poluição sonora, com diminuição em torno de 28% no custo operacional por quilômetro rodado.

“A possibilidade de operar ônibus a gás, diferentemente de outras tecnologias, é imediata, graças à disponibilidade abundante do combustível e da consistente estrutura de distribuição já disponível nas principais cidades, sobretudo São Paulo. O ônibus movido a GNV/biometano é uma contribuição sustentável para a mobilidade urbana, considerando os aspectos ambientais, tecnológicos e econômicos. Essa solução é amplamente utilizada na Europa, já cresce em vários países da América Latina, como Colômbia, México e Peru”, afirma Eduardo Monteiro, responsável pelo desenvolvimento de mercado no segmento urbano na Scania Brasil.

Os veículos a gás recebem um trem de força que não só atende, como supera a geração mais avançada da legislação de emissões da Europa, a Euro 6.

 

No Brasil, a Lei atual exige conformidade com a norma equivalente à Euro 5. Dependendo da autonomia necessária para cada operação, é possível avaliar a quantidade de cilindros de gás que deve ser instalada.

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet, uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

É cada vez maior a quantidade de brasileiros que observa a etiqueta de eficiência energética na hora de comprar um novo produto. Agora é a vez dos pneus receberem essa importante ferramenta para facilitar a decisão do consumidor.

O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) é coordenado pelo Inmetro e fornece informações sobre o desempenho dos produtos, considerando atributos como a eficiência energética, o ruído e outros critérios que podem influenciar a escolha dos consumidores que, assim, poderão tomar decisões de compra mais conscientes.

No caso dos pneus essa iniciativa permitirá que o consumidor tenha mais informações sobre um dos itens de segurança do pneu (frenagem no piso molhado) e o impacto sobre o meio ambiente (eficácia energética e ruído externo).

Ela também estimula a competitividade da indústria, que deverá fabricar produtos cada vez mais eficientes.

De forma geral, o PBE funciona da seguinte forma: os produtos são ensaiados em laboratórios e recebem etiquetas com faixas coloridas que os diferenciam.

No caso da eficiência energética, a classificação vai da mais eficiente (A) à menos eficiente (de C até G, dependendo do produto), onde se entende que os mais eficientes utilizam melhor a energia, têm menor impacto ambiental e custam menos para funcionar, pesando menos no bolso.

De posse dessa informação no momento da compra, os consumidores podem escolher os produtos mais econômicos e, consequentemente, favorecer a fabricação dos mais eficientes.

Depois dos eletrodomésticos e até mesmo do automóvel, de um modo geral, o PBE chega de forma definitiva aos pneus a partir de abril de 2018.

O objetivo é oferecer um padrão mínimo de desempenho dos pneus que rodam no Brasil, promovendo a melhoria da segurança viária, a redução da poluição ambiental e a eficiência energética.

A etiquetagem envolve os pneus radiais de passeio, caminhonete, ônibus e caminhão, produzidos aqui ou importados para o Brasil, e já estão recebendo essa etiqueta desde outubro de 2016 fornecendo transparência em três critérios de desempenho.

Quais são as performances avaliadas?

Eficiência energética

Medida indicativa de eficiência energética através de teste de resistência ao rolamento - Avalia a resistência exercida pela força oposta à rotação do pneu. Quanto menor essa resistência, o veículo demanda menos energia para se movimentar e, consequentemente, menor será o seu consumo de combustível. O teste é realizado em laboratório conforme a norma ISO 28580.

O coeficiente de resistência ao rolamento é medido em Kg/ton (Kilogramas/ Toneladas).

Segurança

Medida de segurança em frenagem de emergência através de teste de aderência em solo molhado - Avalia a distância de frenagem necessária para parar um veículo em uma frenagem emergencial em piso molhado. A medição é feita em metros.

Ruído

Medida de poluição sonora através de teste de ruído exterior emitido pelo pneu - Avalia o ruído exterior emitido pelo pneu de um veículo que passa com o motor desligado diante de um dispositivo de captação de som. A medição é feita em Db (Decibel).

Como ler os resultados?

Eficiência energética- São 7 os níveis de desempenho em eficiência energética na etiqueta, que vão do índice G (menos eficiente) até o índice A (mais eficiente).

Segurança- São 7 os níveis de desempenho em segurança indicados na etiqueta, que vão do índice G (maior distância de frenagem) até o índice A (menor distância de frenagem).

Ruído- Será avaliado também o nível de ruído dos pneus, com a indicação do número de decibéis. Quanto mais decibéis, mais ondas são marcadas em preto na etiqueta e pior é o desempenho de pneu. Consequentemente, quanto menos ondas, menos ruído e melhor é o desempenho do pneu neste quesito.

A etiqueta avalia todos os atributos dos pneus?

Infelizmente não. As performances indicadas nas etiquetas são importantes, mas existem outras necessidades do consumidor em relação aos pneus, em particular associadas à economia e à segurança, tais como: frenagem em piso seco, aderência em curvas sobre piso molhado, aderência em curvas sobre piso seco, durabilidade (treadwear) e robustez.

Apesar de ausente dos itens obrigatórios na etiquetagem, a durabilidade do pneu já é fornecida por muitos fabricantes. Na lateral externa é impressa a inscrição Treadwear e um número entre 60 a 700, que indica que os pneus foram submetidos a testes de durabilidade e cujo resultado maior indica sua maior vida útil.

 

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

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Carro parado, prejuízo dobrado. Essa frase é facilmente aplicável para qualquer veículo em nosso planeta, mas o que vai acontecer com o carro que foi lançado ao espaço no último dia 06 de fevereiro?

O carro pertencia ao empreendedor espacial, Elon Musk, que também dirige a Tesla Motors, e tinha em seu acervo o modelo da primeira geração do Tesla Roadster que ele usava para circular por Los Angeles.

Ele desejava o envio de uma carga teste no voo de demonstração do Falcon Heavy. O carro e o foguete foram ambos produzidos por empresas fundadas e dirigidas por Musk: o carro foi produzido pela Tesla Motors enquanto o foguete foi produzido pela SpaceX. O Roadster do Musk é o primeiro carro de consumo lançado ao espaço.

Dentre os objetivos do lançamento, a velocidade de saída da Terra foi suficiente para o Falcon Heavy entrar numa órbita elíptica heliocêntrica ao redor do Sol que cruza a órbita de Marte, alcançando uma distância de 1.70 UA do Sol.

O automóvel foi instalado numa posição inclinada acima do adaptador de carga com o objetivo de melhorar a distribuição de massa.

O esportivo Tesla Roadster já em sua primeira geração foi oferecido completamente elétrico. No período de fevereiro de 2008 a dezembro de 2015 foram vendidos aproximadamente 2.450 unidades em todo o mundo.

Dentro do próprio carro foram incluídos objetos engraçados como o boneco "Starman" (homem das estrelas) que está vestindo um traje espacial da SpaceX e sentado no banco do motorista, com a mão direita no volante e o braço esquerdo recostado à porta.

O nome do boneco remete à música do compositor David Bowie. O som do carro estava tocando repetidamente a música Space Oddity, também do Bowie, durante a decolagem, depois nada mais de som, pois o som não se propague no vácuo.

Também foi, literalmente para o espaço, uma cópia do livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias" no porta-luvas, clássico da ficção científica espacial de Douglas Adams, além de toalha e uma mensagem no painel de controle escrito "Don't Panic" (não entre em pânico), ambos referências ao livro.

Outros objetos incluem uma miniatura do próprio Roadster, da Hot Wheels, uma miniatura do Starman, uma placa com os nomes dos funcionários empregados no projeto, a mensagem "Feita na Terra por humanos" gravada na placa de circuitos do carro, e uma cópia da série Fundação, de Isaac Asimov, um clássico também da literatura, armazenado em um disco de quartzo óptico à laser, feito a pedido da Arch Mission Foundation.

Nas horas seguinte ao lançamento do Falcon Heavy, câmeras instaladas no carro transmitiram sua viagem além da órbita da Terra ao vivo via Youtube, pelo canal da SpaceX. Era esperada uma duração de 12 horas de transmissão até que as baterias esgotassem, no entanto a transmissão durou apenas 4 horas.

O carro foi inicialmente colocado numa órbita de estacionamento ao redor da Terra, ainda preso ao segundo estágio do Falcon Heavy. Depois de um voo maior que o comum durando 6 horas pelo Cinturão de Van Allen, o segundo estágio fez uma nova ignição para uma trajetória de saída. O carro tinha três câmeras, que proviram "visões épicas".

Seguindo o lançamento bem sucedido, a carga foi dada com a descrição de "Tesla Roadster/Falcon SH".

O carro, a bordo do foguete, entrou numa órbita elíptica ao redor do Sol que vai além da órbita de Marte, tão longe quanto o cinturão de asteróides, mas não vai voar por Marte ou entrar em órbita ao seu redor.

Mesmo se o lançamento mirasse numa órbita de transferência marciana, nem o carro ou o estágio superior do Falcon Heavy foram projetados para funcionar em espaço profundo, faltando propulsão, manobra, potência e capacidade de comunicação requirida para operar no espaço interplanetário ou para entrar na órbita de Marte.

A proposta de lançar o Roadster em órbita heliocêntrica é para mostrar que o Falcon Heavy pode lançar cargas que alcancem Marte.

Agora, vamos ao futuro. E o que vai acontecer com esse carro pelo espaço? De acordo com Musk, o carro deve voar pelo espaço por um bilhão de anos.

"Não estou tão preocupado com o vácuo", disse William Carroll, químico da Universidade de Indiana e especialista em plásticos e moléculas orgânicas.

As forças reais que irão rasgar o carro ao longo de centenas de milhões de anos no espaço, disse Carroll, são objetos sólidos e, o mais importante, a radiação.

Mesmo que o carro evite colisões importantes, em horizontes muito longos, é improvável que o veículo possa evitar o tipo de colisões com micrometeoritos que deixam crateras ao longo do tempo, disse Carroll.

Mas, supondo que essas colisões não separem completamente o carro, a radiação irá.

Na Terra, um campo magnético poderoso e a atmosfera protegem em grande parte os seres humanos (e o próprio Tesla Roadsters) da radiação áspera do sol e dos raios cósmicos. Mas objetos espaciais não possuem tais proteções.

Orgânicos, neste caso, não significa os pedaços do carro que, obviamente, saiu de animais, como seus couros e tecidos. Em vez disso, inclui todos os plásticos no sport car e até mesmo o seu quadro de fibra de carbono.

"Esses materiais são constituídos em grande parte por ligações carbono-carbono e ligações carbono-hidrogênio", disse Carroll.

A energia da radiação estelar pode fazer com que esses vínculos se encaixem. E isso pode fazer com que o carro caia em pedaços de forma tão eficaz como se fosse atacado por uma faca.

"Quando você corta algo com uma faca, no final, você está cortando algumas ligações químicas", disse Carroll.

Uma faca corta essas ligações em uma linha reta. Mas a radiação irá dividi-los ao acaso.

E sob o forte brilho do sol não protegido, Carroll disse que esse processo pode acontecer rapidamente.

Os materiais com menos ligações que os mantêm unidos se desintegrarão primeiro, disse Carroll. Qualquer coisa escondida atrás de um escudo inorgânico (sem ligações de carbono) duraria mais, embora, eventualmente, mesmo o tecido de plástico nos pára-brisas de vidro do conversível vão descolorir e se separar. As peças robustas de fibra de carbono provavelmente seriam as últimas a sair, disse ele, durante um período de tempo muito mais longo.

Eventualmente, o Roadster provavelmente será reduzido apenas às suas partes inorgânicas bem seguras: o quadro de alumínio, os metais internos e quaisquer partes de vidro que não se quebram sob impactos de meteoro. (A idéia de que o vidro derrete durante longos períodos de tempo é um mito, disse ele.)

Ao longo do tempo, é esperado que o Roadster sofrerá danos estruturais de forma constante por radiação solar, radiação cósmica e por impacto de micrometeoritos.

Material orgânico, ou seja, qualquer material com ligação de carbono, incluindo as partes de fibra de carbono, vão começar a se quebrar devido o efeito da radiação. Pneus, pintura e o couro devem durar cerca de um ano. As partes de fibra de carbono devem durar consideravelmente mais. Eventualmente, apenas a estrutura de alumínio e o vidro não quebrado por meteoritos sobrará.

 

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