Desta vez, a prata: Ana Sátila conquista segunda medalha e encerra participação histórica no Mundial de Canoagem

Esporte
Typography

Com mais uma medalha no peito, desta vez a de prata, a canoísta Ana Sátila encerrou sua participação histórica no Mundial de Canoagem Slalom, em Pau, na França, neste domingo (1º). Na sexta-feira (29), ela já havia garantido um inédito bronze no C1 (canoa individual) Feminino e, agora, com o segundo lugar no K1 Extremo (nova categoria do caiaque, que estreou este ano no Mundial), tornou-se a única atleta feminina do evento a conquistar duas medalhas em provas individuais. 

 

Os resultados de Ana foram os melhores de uma atleta brasileira em uma competição deste porte – na qual, até então, o Brasil sequer havia subido ao pódio. 

Nascida em Iturama (MG) e criada até os 12 anos em Primavera do Leste (MT), Ana atualmente mora em Foz do Iguaçu, sede da seleção brasileira permanente de canoagem slalom. Ela treina no Canal Itaipu, dentro da usina. A binacional também é apoiadora da seleção brasileira de canoagem slalom e, em pareceria com a Federação Paranaense de Canoagem e Prefeitura de Foz, desenvolve o Projeto Meninos do Lago, que incentiva a prática da modalidade e a formação de novos atletas matriculados em escolas públicas da cidade.

Tanto os atletas do projeto como os que residem em Foz para treinar com a seleção são representados nas competições nacionais pelo Instituto Meninos do Lago (Imel), entidade que também tem o suporte da Itaipu. Ana Sátila é uma das atletas federadas pelo Imel. 

“Dedico a medalha à minha família, que está longe assistindo a essa maratona que tem sido o Campeonato Mundial, e também à equipe brasileira”, disse. “Estava um dia muito frio, passei quatro horas molhada me aquecendo e desaquecendo. Foi muito corrido, mas levar mais essa medalha não tem preço.”

K1 Extremo 

As disputas de domingo foram dedicadas ao K1 Extremo, nova modalidade da canoagem slalom que ainda pode entrar no calendário olímpico. Nela, quatro atletas são colocados lado a lado em uma corrida nas corredeiras. Além da disputa um com o outro, eles ainda precisam passar pelas portas, observando as cores e fazer um rolamento (360 graus) obrigatório durante o percurso. Como nas provas tradicionais, em que os competidores descem individualmente, contornando os obstáculos no menor tempo possível, no K1 Extremo também há penalizações. 

Quatro brasileiros disputaram a prova: Pedro Gonçalves e Charles Corrêa e as irmãs Ana Sátila e Omira Estácia. Para chegar ao pódio, o caminho de Ana foi longo: seis descidas, entre classificatórias e eliminatórias.

Fonte: Assessoria

e-max.it: your social media marketing partner