Março mês da mulher: Pedalar para sarar o corpo e a mente

Esporte
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A reportagem da Revista Sobre Rodas conversou com duas mulheres apaixonadas pelo pedal. A empresária Fabiana Novakowski e a motorista Aline Zili. Ambas fazem do esporte uma verdadeira terapia. Integrantes de um grupo que cresce a cada ano, as ciclistas aproveitam o tempo livre para conhecer novos roteiros, amigos e, os limites do corpo. A rotina de exercícios também ajudou a mudar a percepção como motorista e, claro, deu mais qualidade de vida a elas. E até curar a depressão. 

Fabiana pedala desde a infância, mas nunca imaginou que dessa paixão, encontraria duas outras: o marido e a profissão. Sim. Isso mesmo. Fabiana é casada com Ricardo Neto, proprietário da Bicicletaria Iguaçu, uma das mais tradicionais da cidade. E Fabiana conseguiu juntar o útil ao agradável. 

Ela conheceu Neto há 10 anos. E desde então é a grande parceira do marido na loja e na vida. Fabiana não perde tempo. Ela pedala ou pedalava quase todos os dias. À espera de Isabela, precisou dar uma diminuída no ritmo. “Não vejo a hora de voltar. Estou contando os dias”, disse.

“Quando pedalo tenho a sensação de liberdade. O vento no rosto”, revelou. Além da paixão pelo esporte em si, Fabiana vê no pedal a oportunidade de fazer amigos. “Em trajetos mais longos, sempre fazemos novas amizades”. Tudo porque é preciso entrosamento e motivação. Quando um desanima e acha que não vai conseguir, outro já dá força. O mais longo, foi até Wanda, na Argentina. Cerca de 140 quilômetros entre ida e volta

“Quando o percurso é mais curto, levo minha filha Yasmin, de 4 anos, junto. Quando Isabela nascer vou ter que levar as duas”, brincou. 

No trabalho Fabiana se completa. “Sou apaixonada pelo que faço. Eu vendo algo que fará bem à pessoa. Tanto para o corpo, como à mente”. 

Xô depressão

Para Aline Zili, o pedal tem um ingrediente a mais. Tem sido o melhor remédio para sua depressão. Doença que ela enfrenta há alguns anos. “O pedal mudou a minha vida. Minha autoestima foi a mil e meu corpo ficou mais forte. Sem contar os amigos que fiz”. 

Assim como Fabiana, nos trajetos mais curtos, ela leva a filha caçula, Maria Lúcia, na cadeirinha. Já a mais velha, de 14 anos, Alliany é parceira das pedaladas.  O pedal despertou em Aline interesse por outros esportes. Ela corre e faz trilhas. “Adoro esportes de aventura”. 

Qual bike

Para escolher as bikes corretamente, o ideal é procurar uma bicicletaria e ouvir sugestões de profissionais. É que com orientação profissional e possível ter mais agilidade, preparo e evitar lesões. 

Para manter a qualidade da bicicleta, é preciso realizar manutenção a cada três meses. Além disso, é fundamental utilizar equipamentos de segurança para pedalar. Capacete, luvas e roupas apropriadas podem fazer toda a diferença no desempenho. 

Abilene Rodrigues

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