Autoridades fazem visita técnica às instalações de centro de mobilidade da Itaipu

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As futuras instalações do Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES) da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), foram apresentadas nesta quarta-feira (22) a diretores e representantes técnicos de empresas de energia e da área automotiva. O grupo foi recebido pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna.

 

A nova estrutura, em frente ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos (CPDM-VE), tem mais de 3 mil metros quadrados de área construída e conta com laboratórios, oficinas, ferramentaria e showroom, entre outro espaços.

A inauguração oficial do CI-MES, inicialmente marcada também para esta quarta-feira, foi remarcada para o dia 12 de janeiro. O adiamento ocorreu a pedido do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que cancelou a vinda ao Paraná devido a alterações na agenda do ministério.

O chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, explicou que o CI-MES vai complementar o trabalho desenvolvido atualmente no atual centro, no galpão G5 – que continuará dando suporte às atividades do setor.

No novo espaço, porém, o foco será pesquisa e inovação, especialmente na área de armazenamento de energia. “Estamos ampliando a nossa missão. Aqui o ponto central não é a montagem de protótipos [de veículo elétrico], mas a exploração de tecnologias associadas”, disse.

Entre os projetos que serão desenvolvidos no centro de inovação estão a segunda geração da bateria de sódio com tecnologia nacional, em parceria com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI); sistemas inteligentes de armazenamento de energia, com aplicação em áreas isoladas; e soluções para gestão de energia e mobilidade.

“Em um dos laboratórios, pretendemos fazer a gestão remota e dar suporte técnico a todas as instalações de sistemas de armazenamento de energia que a Itaipu e o PTI mantêm em fora da usina”, disse – citando, como exemplo, a parceria para levar a tecnologia para postos avançados do Exército na Amazônia Legal.

“Se ocorrer uma falha em uma dessas instalações, ou uma tendência de falha, será dado um alerta e poderemos planejar o momento adequado para a intervenção, substituição ou reparo dos equipamentos”, antecipou.

Outra vantagem será fazer o monitoramento não apenas do serviço de compartilhamento de veículos elétricos (carsharing), já implantado na usina, como de toda a frota de Itaipu (incluindo os carros a combustão). Esse monitoramento permitirá ao setor de transportes conhecer rotas, horários, consumo e até a velocidade média dos veículos. “O sistema vai gerar relatórios que poderão orientar a área a melhorar e otimizar o uso da frota”, apontou Novais.

No caso da bateria, o engenheiro explicou que a nova fase do projeto será desenvolvida de 2017 a dezembro de 2019, com técnicos de Itaipu e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), e a expectativa é chegar a um produto de alta tecnologia com preço competitivo no mercado.

O chefe da AM.GB salientou que ambas as estruturas (CI-MES e o CPDM-VE) serão usadas de forma complementar e vão possibilitar a ampliação dos trabalhos do setor. Enquanto o novo galpão focará a pesquisa e a inovação, o G5 concentrará a parte dos grandes equipamentos – como o laboratório de solda, as máquinas de corte de precisão e o dinamômetro de rolo, usado no projeto do ônibus híbrido a etanol, desenvolvido em parceria com a Finep. “Não se faz ações de mobilidade sem a estrutura montada no G5”, reforçou.

fonte: Assessoria 

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