Expedição Nissan: Pinturas rupestres mostram como viviam os “baianos” há mais de 3 mil anos

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Pinturas feitas em rochas mostram como viviam e como eram os costumes da população que viveu há mais de 3 mil anos na região da Chapada Diamantina, na Bahia. No município do Morro do Chapéu, mais precisamente no sítio arqueológico “Toca da Figura”, as pessoas que moravam nessa região costumavam se alimentar de animais e verduras.


A reportagem do portal Revista Sobre Rodas conheceu essas pinturas, chamadas de rupestres, durante a expedição “À procura do início do Brasil”, organizada pela Nissan, nesta segunda-feira (23). As atividades e as visitas aos sítios arqueológicos encerram na quinta-feira (26). 

O objetivo da montadora, segundo o Diretor de Comunicação Rogério Louro, mais que organizar uma expedição para que jornalistas testassem a capacidade da nova Nissan Frontier, - que foi toda remodelada, ganhou motor bi-turbo diesel e 190 cavalos de potência -, foi promover uma imersão na história no Brasil. Desde setembro, quando iniciou o projeto, já foram três etapas: Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso e agora Bahia.

“Decidimos ajudar a revelar parte da história do Brasil que a maioria dos brasileiros desconhece. E por onde começaríamos. Pelo início. A arte rupestre, por exemplo, são os primeiros vestígios deixados pelos homens brasileiros. O Brasil é um dos países com mais variedades de sítios arqueológicos”, disse.

Toca da Figura

No sítio arqueológico “Toca da Figura”, apesar dessas pinturas já terem sido descobertas há pelo 35 anos pelos moradores da região, conforme contou o guia Francisco Alves Barbosa, há apenas dois anos foi possível identificar e classificar os sítios arqueológicos. O trabalho foi feito pelo arqueólogo, Carlos Etchevarne, professor da Universidade Federal da Bahia.

“Foram mais de 10 anos de pesquisa e muitas escavações”, contou o professor. Só foi possível datar as pinturas porque durante as escavações, a equipe encontrou resquícios de uma fogueira. “Encontramos carvão, que provavelmente foi utilizado para acender a fogueira e junto dele, havia uma ematita (pedra utilizada para pintar) raspada”, explicou. Parte do carvão foi encaminhado para análise e datado de mais de 3 mil anos.

Lagoa da Velha


No Sítio Lagoa da Velha, também no município de Morro do Chapéu, as pinturas são mais recentes, conforme explicou Etchevarne. Mas nem tanto. Elas têm, no mínimo, 1500 anos. Foram feitas antes dos portugueses desembarcarem no Brasil.

“Neste sítio elas são diferentes, já não tem mais desenhos de animais. E há muitos desenhos geométricos”, explicou. As pinturas também parecem terem sido feitas com os dedos. “Não temos como dar nomes, tampouco precisar a data, mas os estudos apontam que essas pinturas foram feitas muito antes da colonização”. 

 

Abilene Rodrigues

 

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