Dia dos Pais - Carros antigos: A paixão que une pais e filhos

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A Revista Sobre Rodas conversou com uma turma apaixonada por verdadeiras relíquias de quatro rodas. Eles tem procurado passar a tradição de colecionar carros antigos a cada nova geração. Afinal, com o passar do tempo, os veículos se tornam ainda mais raros e os cuidados cada vez mais minuciosos.  Mas, os carros antigos não são as únicas paixões dos colecionadores. A união da família é uma importante base que compõe seus valores.

O amante de veículos antigos, Sérgio José Figueiredo (O Jaca), vê na dedicação aos três modelos que possui, um hobby. “É uma terapia, não deixa de ser uma ocupação”, afirma o aposentado. Já durante os eventos em que participa com o clube é possível ter a colaboração de toda a família. “É uma forma de integração. Saímos um pouco da rotina e conhecemos novos lugares”, ressalta. 

Ele é pai de Ingrid e Marcelo, a expectativa é de que os herdeiros possam tomar conta dos veículos. “Você sempre espera deixar para o filho, pois o carro não é uma moeda de troca”, afirma. A paixão começou há quase 20 anos e em pouco tempo percebeu na filha Ingrid - portadora de necessidades especiais - o interesse pelas relíquias.  “A minha filha é mais ligada, sempre me acompanha nos eventos”, conta. 

Os modelos de Figueiredo são um Dodge Magnum, 1979, uma camioneta F100 de 1958 (ano em que ele nasceu) e um MP Lafer de 1980. Entre os três, Ingrid já sabe em qual prefere sair. “Meus favoritos são o Lafer e o Dodge”, revela. Ela ressalta ainda que além de gostar dos carros, se diverte acompanhando o pai nas exposições e encontros. “Mês passado fomos para um encontro em Santa Rita, no Paraguai. Se tem lugar para apenas um, é ela quem vai”.

Samuel Félix tem um Fusca 1968. Ele se orgulha do modelo. E, aos poucos, procura passar a paixão para os filhos. O mais velho, Davi de 5 anos, é vidrado no carro. Já até teve uma festa de aniversário com o tema Fusca. Também adora visitar exposições de antigos e fotografar as relíquias. A mais nova, Ana, de 2 anos, ainda é um pouco receosa com o ronco do motor. Nem por isso deixa de passear com o carro. É sempre uma festa. E quando vê um “fuca” grita. “Fuca papai é azul”. 

Geração

Na família de Afrânio de Oliveira a paixão pelas antiguidades já está na terceira geração. Além de ter ao lado a filha Adlys Oliveira, de 25 anos, em suas aventuras, já despertou na neta Manuela o gosto de passear nos antigos. Ele e a filha são loucos por Fuscas. Na verdade, ele já repassou o Fusca para a filha. Agora está reformando um Chevete. "Ela não sabia que iria ganhar o Fusca. Foi surpresa. Adorou". Segundo Afrânio, quem mais gostou foi a netinha. "Ela adora brincar dentro do carro".

Coleções

Carlos Santos é pai de Michele e Jefferson, mas também tem um carinho especial pelos seus modelos antigos. Ele tem vários modelos, uma verdadeira coleção. Entre eles,  uma BMW Isetta, 1958 e um Mini, o famoso carro do Mister Bean, de 1973. Para manter a coleção, a participação da família é fundamental. “Eles participam e ajudam. Essas coisas exigem manutenção, às vezes quando tem exposição aqui perto, cada um vai dirigindo um carro”, exemplifica. 

Mas não são só veículos antigos que chamam à atenção de Santos. Ele também tem uma vasta coleção de motos, lambretas, rádios, máquinas de escrever e vários outros objetos que remetem aos tempos passados.  Recentemente ele começou a colecionar brinquedos antigos. 

No futuro, ele imagina que os filhos possam dar continuidade a pelo menos parte das coleções. “De vez em quando um deles fala ‘tal coisa vai ser minha’, talvez alguma coisa até se venda, mas eles devem preservar um pouco”, disse. O interesse em manter as coleções é ter a oportunidade de apresentar o passado ao futuro. “É importante continuar, preservar isso para as futuras gerações. Hoje você tem fotos pela internet, mas ver o objeto ao vivo é outra coisa”, afirma. 

E mais uma vez, as mulheres dominam o interesse pelos carros. “Eu até brinco com o meu irmão, que é mais novo, digo que se ele não quiser,  eu pego tudo para mim”, diz Michele, que hoje mora em Cascavel.  Ela já participa da rotina de cuidados com os objetos colecionados pelo pai.  “Aprendemos a pegar gosto pelo mesmo hobby,  e assim manter a cultura, revela.

A filha comprova que ao dividir um hobby, a família se torna mais unida. “Antes, eu ficava em casa muito isolada no computador. Isso me aproximou dos meus irmãos, a relação entre nós melhorou muito”.  Agora, o próximo passo, segundo Michele, é começar a própria coleção, ela já até escolheu o primeiro modelo que deseja, um Super Mini. “Nesse dia dos pais, desejo que ele tenha sucesso, que a saúde fique cada vez melhor e, claro, cada vez mais carros antigos, para ele e para mim”. 

Abilene Rodrigues e Tamara Soares 

 

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