A Volvo Cars espera que metade de seus veículos comercializados até 2025 sejam híbridos ou 100% elétricos. Com isso, a montadora espera se tornar uma grande participante no mercado na China, onde o governo determina que os elétricos correspondam a 20% das vendas anuais de carros até essa data. O índice corresponde a mais de 7 milhões de veículos.

"Em 2017, assumimos o compromisso de eletrificar nossa gama em preparação para uma era além do motor de combustão interna", disse Håkan Samuelsson, presidente e CEO da Volvo Cars. "Hoje reforçamos e expandimos esse compromisso no mercado mundial líder de carros eletrificados. O futuro elétrico da China é o futuro elétrico da Volvo Cars".

Atualmente, a Volvo Cars produz o S90 e o S90L T8 na China. Esta semana marca o início da produção do XC60 T8, também na Ásia, o que significa que, em breve, todas as três fábricas da marca no País produzirão carros híbridos plug-in ou elétricos a bateria.

A Volvo exibe todos os seus modelos no Salão do Automóvel de Pequim (Auto China), aberto nesta quarta-feira (25). É a primeira vez que a fabricante participa de uma mostra automotiva apenas com veículos híbridos plug-in.

A expedição da Nissan: À procura do início do Brasil, na região do Morro do Chapéu, na Bahia, levou um grupo de 14 jornalistas (inclusive a reportagem do portal Revista Sobre Rodas) a conhecer nessa terça-feira (24), a Vila do Ventura. O município é considerado um dos berços da exploração de diamantes no Brasil, mas acabou virando uma espécie de cidade fantasma.

A Renault conseguiu manter no Kwid duas ótimas características do seu irmão maior, o Sandero: bom espaço interno (compatível com a categoria, claro) e posição mais alta de dirigir. Apesar de ter sido homologado como SUV por conta de sua altura maior de solo (180 mm) e ângulos de entrada e saída, podemos garantir: o habitat do Kwid é mesmo a cidade.

Testamos o modelo na versão topo de linha, Intense, cedido pela concessionária Fórmula Renault, de Londrina. Foi um teste apenas em condições urbanas. Com o maior entre-eixos do segmento, o porta-malas do Kwid é de bons 290 litros e dois adultos viajam bem nos bancos de trás. Ele se beneficia do baixo peso (758 kg) para ser ágil e prazeroso de dirigir mesmo com potência e torque baixos.

O motor 3-cilindros do Kwid entrega potência máxima de 70 cv e torque de 9,8 kgfm, quando abastecido com etanol. Ainda assim, subimos ladeiras íngremes em segunda marcha, sem sofrimento ou necessidade de redução - e com o ar-condicionado ligado.

 

Versões e equipamentos

O Kwid vem com 4 airbags de série - exclusividade no segmento - e duplo isofix para fixação de cadeirinhas infantis. Aquela versão que estreou por R$ 29.990 já teve preço reajustado e hoje o Kwid parte de R$ 30.990 na versão Life (que vende pouco, afinal, não tem ar-condicionado nem direção elétrica ou hidráulica, itens básicos hoje). A função real da versão Life é atrair o público para as concessionárias.

A versão intermediária, Zen, parte de R$ 36.740 e a que testamos, Intense, custa R$ 40.740. Esta versão topo de linha tem itens exclusivos, como o multimídia Media Nav 2.0, painel com computador de bordo e conta-giros, câmera de ré, faróis de neblina, retrovisores com ajuste elétrico, abertura elétrica a distância do porta-malas via chave.

O acabamento também ganha mais sofisticação, interna e externamente, com cromados na grade frontal, retrovisores na cor preto brilhante, detalhes em black piano no console e revestimento exclusivo nos bancos.

Sensações

Dirigir o Kwid é prazeroso. Ele é ágil e permite rápidas saídas no trânsito conturbado das cidades. Estacionar, fazer retornos e dar ré são atividades fáceis a bordo do subcompacto. A suspensão elevada filtra bem obstáculos como buracos e quebra-molas. O câmbio manual de 5 marchas tem bons engates e funciona bem alinhado com o motor.

Uma amiga fez o teste drive do Kwid recentemente e comentou: "O motor 3-cilindros faz um barulho engraçado". É verdade. Motores 3-cilindros vibram de forma diferente dos pares, como os 4-cilindros, e isso gera um barulho mais evidente (bastante evidente no Kwid, aliás). Com o ar-condicionado ligado, o barulho aumenta dentro da cabine, mostrando que o modelo merecia um melhor isolamento acústico. Em compensação, entregam torque mais rápido.

Segurança

Pouco antes do lançamento do Kwid tomou as redes sociais o crash test feito com o modelo indiano, que zerou no teste. O modelo brasileiro recebeu reforços na estrutura, quatro airbags, e conseguiu 3 estrelas no LatinNCap - mesma classificação do Fiat Mobi. Outro concorrente direto, o Volkswagen up! tem 5 estrelas no teste de segurança.

Assista vídeo do teste do LatinNCap:

 

Economia

O Kwid tem selo A do Inmetro e selo Conpet de eficiência energética em todas as versões. De acordo com o instituto, o subcompacto faz 15,9 km/l de gasolina na estrada e 14,9 km/l na cidade. Com etanol, faz bons 10,8 km/l e 10,3 km/l. Testes de revistas especializadas conseguiram médias ainda melhores.

Para quem busca economia, bom desempenho e preço acessível, o Kwid é uma grande opção. Dependendo do orçamento, vale a pena olhar a versão intermediária, Zen, que custa R$ 4 mil a menos que a Intense e já vem com ar, direção elétrica e indicador de troca de marchas no painel (que colabora para uma direção ainda mais econômica).

Seja como for, o Kwid vale uma ida à concessionária.

Texto e fotos: Cecília França

O presidente Michel Temer se reúne nesta terça-feira (24) com representantes das montadoras de veículos para anunciar qual rumo seguirá o Rota 2030, programa federal que vai definir as regras para a cadeia automotiva por um período de 15 anos. A informação é da Agência Estado, publicada no site UOL Carros.

Sucessor do Inovar-Auto, o Rota 2030 já teve seu anúncio adiado várias vezes, causando insegurança na indústria e ameaças de recuos em investimentos. Diante disso, o presidente garantiu que o programa será lançado em maio.

Na reunião de hoje, segundo o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Igor Calvet, o presidente informará "para qual lado iremos".

A expectativa é de que o Rota 2030 conceda isenção de tributos para as montadoras tendo como base critérios de sustentabilidade, como redução de emissões, o que impulsionaria os veículos híbridos e elétricos no mercado nacional.