Uma categoria de automóveis que caiu nas graças dos brasileiros foram os modelos SUV (Sport Utility Vehicle). Registraram um crescimento de 4% no último ano. Em consequência desse aumento de SUVs nas ruas brasileiras, crescem também as buscas por itens de manutenção e cuidados para manter o veículo em ordem. Em números, o Brasil contém mais de 8 milhões desses modelos circulando. Até o final de 2016, mais 12 modelos SUV estarão disponíveis no mercado.

Com um perfil diferente de outros modelos de automóveis, os pneus dos SUVs merecem atenção dos proprietários para garantir e manter o conforto no carro. De acordo a DPaschoal, empresa ligada à Associação Brasileira de Revendedores de Pneus (ABRAPNEUS), os pneus desse modelo de carro se diferenciam pelo perfil mais alto, e o uso misto em situações urbanas e fora do asfalto. Esses pneus são desenvolvidos e instalados nos SUVs para suportarem o uso em variadas situações e nos diversos terrenos, já que muitos modelos são equipados com trações 4x4. 

Apesar das medidas e uso diferentes, o primeiro item do pneu de um SUV é a calibragem.  A DPaschoal destaca que a calibragem deve ser feita semana ou quinzenalmente, nos casos de uso urbano ou misto (on road e off road), respectivamente. Se o procedimento da calibragem não for feito corretamente, pode causar danos na estrutura do pneu, diminuindo o tempo de vida útil do item. 

Para ajudar a manter o pneu calibrado, vale destacar a proteção correta das válvulas de ar. Veículos utilizados em percurso off road uma dica importante para manutenção da calibragem é manter as válvulas com as tampinhas. Caso contrário, a presença de barro pode trazer danos nas válvulas e consequentemente perda de pressão e desgaste prematuro nos ombros. 

Além da calibragem em dia, o proprietário deve prestar atenção no balanceamento e alinhamento do veículo, já que muitos rodam em terrenos variados. A escolha de um pneu adequado pode garantir um melhor desempenho, conforto ao dirigir e até mesmo economia. E sempre seguir as orientações colocadas pelo fabricante no manual do veículo. O presidente da entidade informa que, devido à mudança constante no percurso, é necessário prestar atenção na suspensão do veículo. 

Estepe: cuidados necessários

Muitos modelos de SUV, por um aspecto visual, optam por carregar o estepe no exterior do veículo. Essa exposição à temperatura e outras intempéries merecem cuidados especiais por parte do motorista. O pneu extra merece tanta atenção quanto os de rodagem. Como o pneu passa por situações diferentes, como chuva, sol e vento, o adequado é protegê-lo com uma capa especial, para evitar o desgaste prematuro. Válido lembrar, e sempre importante, que o estepe deve ser calibrado com 3 ou 4 libras à mais do que as aplicadas nos pneus em uso. 

Fonte: Com assessoria

Em agosto, o Onix, da Chevrolet, se manteve na primeira posição do ranking de automóveis leves novos mais financiados, com 8.000 unidades vendidas a crédito. No acumulado do ano, já foram negociadas 58.286 unidades do modelo. O volume representa 63% de todos os autos leves novos vendidos do modelo de janeiro a agosto. Segundo a Fenabrave, neste período, foram comercializados um total de 92.566 Onix zero quilômetro.

O levantamento é da Unidade de Financiamentos da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). Os números contemplam os veículos comercializados por crédito direto ao consumidor (CDC), leasing e consórcio.

O destaque do mês foi o Palio, da Fiat, que com 4.344 unidades financiadas avançou da quinta para a terceira posição, ultrapassando o Ka, da Ford, e o Prisma, da Chevrolet. Já o Ka, que até julho ocupava o terceiro lugar, caiu para a quinta posição, com 3.399 unidades negociadas a prazo.

Em agosto, o Mobi, da Fiat, lançado em abril, passou da 13ª para a 10º posição no ranking, com 2.504 unidades financiadas. Outro modelo que avançou em agosto foi a HR-V, da Honda, que passou do 18º para o 13º lugar, com 2.272 unidades vendidas a crédito.

Entre as marcas, a Chevrolet manteve a liderança em agosto, com 18.796 automóveis leves zero quilômetro negociados a prazo. Em segundo lugar aparece a Fiat, com 16.506 unidades financiadas, seguida pela Volkswagen, com 10.613 unidades.

Na década de 1950, a malha rodoviária brasileira estava em plena expansão, e os incentivos à indústria automotiva faziam crescer exponencialmente a frota de carros no país, que hoje se aproxima de 90 milhões de veículos. Foi nesse contexto que surgiu a Campanha Nacional Educativa do Trânsito, que salientava a importância da educação como forma de prevenir e de erradicar fatalidades nas vias. Quase 50 anos depois, o tema da prevenção a acidentes é mais urgente do que nunca e integra um esforço global para melhorar a preparação dos motoristas e aprimorar as condições de segurança.

Em linha com a “Década das ações de segurança no trânsito”, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e com a Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, que aconteceu em Brasília, em 2015, a Semana Nacional do Trânsito deste ano, celebrada de 18 a 25 de setembro, ressaltou a colaboração de cada indivíduo para fazer do trânsito um ambiente mais seguro e humano. Por isso, continua atual a necessidade de investir na educação e na formação de motoristas mais bem preparados e conscientes, inclusive porque esse é um dos pontos focais dessas iniciativas e serviu de estímulo para algumas das resoluções adotadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nos últimos anos.

Uma das maneiras de aprimorar os sistemas de ensino nas autoescolas surgiu com a inclusão de simuladores de direção veicular como parte do processo para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Essa medida é um exemplo de como as novas tecnologias têm contribuído para a preparação de melhores condutores. Desde que o uso desses equipamentos passou a ser obrigatório no Brasil, há resultados positivos crescentes, de Norte a Sul do país.

Rio Grande do Sul e Acre foram os primeiros estados brasileiros a determinar que o uso de simuladores de direção seria obrigatório na etapa pré-prática de formação de condutores. No Acre, o índice de reprovação dos aspirantes a motoristas caiu 68% desde 2013, quando as aulas por meio de simulação passaram a ser aplicadas, conforme dados do Detran local. Hoje, o Rio Grande do Sul é um exemplo de como os simuladores são capazes de transformar a educação no trânsito, contribuindo para a formação de motoristas mais conscientes e preparados. No estado o número de mortes em acidentes de trânsito caiu 20% nos últimos cinco anos, especialmente em 2015, após a adoção dos equipamentos de simulação. Além desses índices, não se pode desconsiderar que menos vítimas de acidentes nos hospitais significam a desoneração expressiva de serviços públicos e privados.

O debate ainda está vivo e, com o passar dos anos, percebe-se que a iniciativa do Contran foi bastante acertada. Ela introduz no ensino situações difíceis de reproduzir no ambiente real, como a condução sob o efeito do álcool, direção noturna, visão parcial devido à neblina, entre outros cenários, como mostrar os riscos de conduzir e dividir a atenção ao manusear o celular. Soma-se a isso o efeito bastante realista, que permite uma experiência quase fidedigna, que prepara o aluno para enfrentar as ruas com todos os recursos necessários para uma aula prática mais efetiva. Possibilita conhecimento e preparo para uma atividade mais consciente quando assumir a condução de um veículo pelas vias públicas.

Que possamos fazer um autoexame sobre o tipo de motoristas que somos e, principalmente, qual queremos ser. Ele deve partir da preparação proporcionada pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e chegar até a maneira que aplicamos esses ensinamentos em nossa conduta como motoristas. A tecnologia é uma maneira de confrontar causa e efeito, antes que eles se manifestem na realidade, e estimula uma postura reflexiva sobre os impactos da atitude de cada um para tornar o trânsito um ambiente seguro. Afinal, esse deve ser um compromisso a ser assumido por todos.

 

Carlos Santana é diretor de relacionamento institucional da ProSimulador, uma das empresas homologadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para fornecer simuladores de direção veicular para os Centros de Formação de Condutores (CFCs) de todo o Brasil.