Universidades federais contribuem para a eficiência e competitividade das empresas nacionais 

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Na busca de eficiência e competitividade, as empresas brasileiras, sejam elas da iniciativa privada ou do setor público, têm nas universidades federais um importante apoio em pesquisas e na incorporação de tecnologias de ponta. A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições de Ensino Superior (Andifes) chama a atenção para essa questão no documento em defesa das universidades federais brasileiras que está sendo divulgado em todo o País. O relatório pode ser lido na íntegra em http://bit.ly/UniversidadesFederais.

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) também tem contribuído para a competitividade de empresas da região. Um exemplo é a pesquisa para o desenvolvimento de uma telha solar fotovoltaica, que está sendo conduzida por um grupo de pesquisadores da UNILA e da Unioeste. O objetivo é obter uma telha de baixo custo, alternativa aos modelos convencionais, que seja capaz de converter a luz solar em energia elétrica e que seja adaptada às condições climáticas da região – onde é comum a ocorrência de ventos fortes e granizo. O projeto surgiu a partir da demanda de um empresário de Cascavel (PR) e está sendo desenvolvido no Centro de Desenvolvimento e Difusão Tecnológico em Energias Renováveis (CDTER), criado para auxiliar no desenvolvimento tecnológico sustentável das indústrias do Oeste do Paraná.

O professor da UNILA Oswaldo Hideo Ando Júnior, um dos responsáveis por esse projeto, lembra que a proximidade da universidade com as empresas é uma tendência mundial e começa a ser notada no Brasil. “Mas não é parceria com a empresa multinacional, é com a empresa nacional, regional. O empresário brasileiro não tem condições financeiras de implantar um setor de pesquisas para seus produtos. Essa parceria desenvolve uma tecnologia que beneficia a sociedade como um todo”, destaca. Ele lembra que a própria Capes vem sinalizando essa mudança. “O pesquisador brasileiro tem uma grande produtividade, mas não necessariamente está gerando bens para a União e a sociedade brasileira”, explica.

Segundo ele, o objetivo dessa proposta é, com a proximidade entre esses dois setores, incentivar o desenvolvimento tecnológico e, em médio e longo prazo, formar profissionais atuantes e conhecedores das tecnologias existentes no mercado para que a empresa brasileira desenvolva produtos de exportação. “No longo prazo, a tendência é o Brasil deixar de ser um país exportador de commodities para exportar tecnologia”, ressalta, usando como exemplo o silício que é exportado bruto e volta muito mais caro em forma de produtos industrializados como os próprios painéis fotovoltaicos – objeto da pesquisa –, aparelhos de televisão e todos os que usam microchips.

A telha que o grupo da UNILA e Unioeste vem desenvolvendo também é um exemplo. “A intenção de apoiar esse empresário é justamente neste sentido, de a gente ter tecnologia não só nacional, mas que vai ser adequada ao uso na América Latina. Nossa intenção é desenvolver um produto de boa qualidade e acessível a todos. Tem cunho social também.”

Fonte: Assessoria

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