Chipa atravessa a fronteira e cai no gosto dos iguaçuenses

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Quem nunca ficou com uma imensa vontade de comer pelo um dos biscoitos que as paraguaias e paraguaios equilibram dentro de cestas pelas ruas de Ciudad del Este, no Paraguai? Mas devido a lenda de que a chipa, feita à base de polvilho, queijo e erva-doce, é enrolada nas coxas das paraguaias, muitos deixam de provar a iguaria. Quem se arrisca, prova, aprova e quer mais. 

Há alguns meses, o biscoito atravessou a fronteira e caiu no gosto dos iguaçuenses e turistas. E agora, não são apenas carros com placas paraguaias que circulam pelas ruas e avenidas de Foz do Iguaçu. Em todo o semáforo do centro da cidade há pelo menos um vendedor de chipa. “Eu compro sempre que paro no semáforo é há alguém vendendo. Adoro tomar com café”, contou a confeiteira Ivone de Andrade. 

A jornalista Daniela Valiente também é fã de chipa. Ela já comprou duas vezes. “Uma estava bem boa, a outra nem tanto. Mas chipa é sempre gostosa”. Mona Sleiman foi outra que não resistiu à chipa. “Comprei e estava uma delícia. Bem quentinha”.

Renda extra 

Para o garçom Leonardo Antonio Alves, de 26 anos, vender o biscoito era apenas um fonte de renda extra para a família, mas está quase virando o negócio principal. Na esquina da Avenida Paraná com a Duque de Caxias, lá está ele. “Pela manhã vendo chipa e à noite sou garçom. Desde que comecei vender chipa nunca mais fiquei sem dinheiro”. Ele está até pensando em voltar para a faculdade de fisioterapia. "É cara a mensalidade, mas agora, acho que vai dar".

Leonardo chega a vender até 40 pacotinhos do biscoito por dia. Mas, segundo ele, há quem vende muitos mais, até 60 por dia. “A história de que a chipa é feita nas pernas é puro mito. Vem de uma fábrica super limpa e as chipas são saborosas. Crocantes por fora e macias por dentro”, garante. 

Para Guilherme Izidoro a comercialização de chipa é sua principal fonte de renda. Ele está na cidade há quase dois anos. Chegou aqui, casou, gostou da cidade e resolveu ficar. "Vim fazer evangelismo, gostei da história da chipa e como Foz é uma cidade turística, vi uma oportunidade de negócio. Está dando certo", contou.

A equipe dele conta com oito vendedores. Cada um vende em média 40 pacotinhos. Tem de R$ 5 e R$ 10. "Os turistas ficam curiosos. Querem saber sobre a história da chipa".

  • RECEITA
  • 2 ovos
  • 400 g de polvilho doce
  • 100 g de margarina
  • 15 g de fermento em pó
  • 500 g de queijo minas ralado
  • Se o queijo não for salgado colocar 10 g de sal
  • Leite
  • Erva doce

 

Abilene Rodrigues 

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