"Não houve nenhuma desistência, continuamos mobilizados aqui na região", diz caminhoneiro de Londrina

Variedades
Typography

A greve dos caminhoneiros continua no País, mesmo diante das medidas anunciadas pelo Governo Federal. Muitas rodovias já foram desbloqueadas, mas ainda existem 586 pontos de manifestação em 24 Estados. No Paraná são 60 em rodovias federais e 165 em estaduais. Na região de Londrina, os manifestantes se reúnem na PR-445 e na BR-369. Em Foz do Iguaçu, os caminhoneiros continuam na BR-277, na entrada da cidade. No Sábado (27), em Foz do Iguaçu, centenas de mototaxistas e motoristas percorreram a BR-277 em em apoio aos manifestantes. 

 

A reportagem da Revista Sobre Rodas conversou com um caminhoneiro autônomo de Londrina presente nos bloqueios e segundo ele, os "motoristas estão cansados", mas continuam mobilizados. "Não houve nenhuma desistência aqui na região", garante.

Segundo o caminhoneiro, a falta de aceno por parte do Governo do Paraná sobre a isenção de pedágio para eixos levantados reforça o descontentamento dos autônomos. O Governo de São Paulo anunciou hoje que não fará mais a cobrança.

O profissional pediu para não ser identificado por medo de represálias: "Tem bloqueio de bens; ameaças constantes", relata.

 

Confira entrevista feita por volta das 21h deste sábado.

Há alguma novidade sobre os bloqueios na nossa região de Londrina?

Não houve nenhuma desistência. Continuamos mobilizados aqui na região. Não fomos atendidos, então vamos continuar. 

Nossa manifestação é pacífica, liberamos total ambulâncias, ônibus, cargas vivas, remédios, combustível para forças de segurança, área de saúde.

A maioria é autônomo. Não fizemos bloqueio total de vias, estamos só nas margens das rodovias, em pátios de postos e áreas livres.

 

A polícia está por aí?

Sim. Sem violência. Protesto pacífico. Motoristas cansados, mas ordeiros. Famílias inteiras mobilizadas. Tivemos reuniões com GAECO (Coordenadoria de Controle Externo da atividade Policial e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Ministério Público da Saúde.

 

Qual atitude do Governo faria acabar a greve?

Nada de cobrança com eixos erguidos; retirada de impostos ou até, alternativamente, sensíveis baixas; e agora aparecem outras, que são cancelamentos de eventuais multas.

Os pedágios estão nos matando com altos preços, junto ao alto preço diesel. Estamos fragilizados, com parcelas em atraso, busca e apreensões ameaçando. Onde não tem os pedágios as vias estão destruídas e acabam com nossa parte mecânica.

Estamos abandonados. Nada nos foi dado. Nada representou a nós, os autônomos.

 

O Governo de São Paulo disse hoje que não vai cobrar eixos suspensos. O do Paraná não se pronunciou, né?

Nada ainda do governo do Paraná. Aliás, o Paraná que começou com esta cobrança de eixo erguido, que depois espalhou Brasil afora.

 

Além de termos pedágios mais caros do País...

Sim. Com grandes máculas de corrupção.

 

Você está na BR-369?

Sim, na Granosul. E Posto Cupim, na PR-445 (km 83).

 

Posso publicar seu nome ou pode te causar problemas?

Problemas. Tem bloqueio de bens, ameaças constantes.

 

Cecília França

e-max.it: your social media marketing partner