Rede Proteger convida caminhoneiros a defenderem os direitos da infância

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A Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente (Rede Proteger) convidou os caminhoneiros a defenderem os direitos das crianças e dos adolescentes pelas estradas brasileiras. Nessa terça-feira (29), em Foz do Iguaçu, a equipe entregou folhetos e guias da campanha “Na Mão Certa”, produzidos pela Oscip Childhood Brasil. A instituição trabalha desde 1999 influenciando a proteção de meninos e meninas pelo país. A distribuição ocorreu no pátio de um dos postos de combustível mais frequentados por caminhoneiros na cidade, na BR 277, onde também estão veículos que aderiram à paralisação nacional.

 

Com o tema “Os direitos da criança e do adolescente”, o material entregue apresenta um resumo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aborda o abuso e a exploração sexual. Os números dos disque-denúncias (Disque 100, nacional, e Disque 181, estadual) estão em destaque no guia. 

“A Rede Proteger desenvolve esse trabalho com os caminhoneiros por acreditar que eles podem ser parceiros nessa luta em prol da infância”, disse o padre Giuliano Inzis, coordenador da rede.

Um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Childhood Brasil, confirma a necessidade desta convocação. No estudo, foram identificados 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual de meninos e meninas nas rodovias brasileiras, entre 2017 e 2018. O número representa um acréscimo de 20% em relação ao ano de 2016.

Multiplicadores

“Esta atitude da Rede Proteger e da Itaipu é muito louvável. Podemos ser multiplicadores deste cuidado. A crianças abusada pode ser uma parente nossa”, disse Nilson Costa de Oliveira, dono da transportadora Transrodoforte. Oliveira se prontificou a distribuir o material também no Porto de Santa Helena, na cidade de Santa Helena. “Temos escritório lá também. Faço questão de entregar essas cartilhas lá.”

O caminhoneiro Admilson Mira também se comprometeu a distribuir o material por onde passar. Ele contou que está na estrada há mais de 30 anos. Começou quando ainda era um menino e viajava com o pai, também caminhoneiro. “Apesar de ser uma cena triste, é muito comum ver meninas e meninos sendo explorados ao longo das rodovias brasileiras”, disse. Segundo o motorista, na região Sul isso não é muito comum, mas no Norte e Nordeste a exploração de crianças parece uma atividade normal. “Às vezes a própria mãe oferece a filha”. 

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