Dados oficiais indicam cenário favorável para brasileiros que solicitam visto americano

Os brasileiros continuam apresentando um alto índice de emissão de vistos de turismo e negócios para os Estados Unidos. Dados divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano mostram que a taxa ajustada de recusa para os vistos da categoria B foi de 14,87% no ano fiscal de 2025, correspondente ao período de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025. Com base nesse percentual, a taxa estimada de emissão alcançou 85,13%.

O resultado representa uma melhora em relação ao ano fiscal anterior. Em 2024, a taxa ajustada de recusa foi de 15,48%, o que correspondeu a uma emissão estimada de 84,52% dos pedidos apresentados por brasileiros.

Os números fazem parte do relatório oficial Adjusted Refusal Rate – B Visas by Nationality – Fiscal Year 2025, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e abrangem os vistos B1, destinados a viagens temporárias de negócios, e B2, utilizados principalmente para turismo, férias, visitas a familiares e determinados tratamentos médicos. Na maior parte dos casos, os brasileiros recebem o visto combinado B1/B2, válido para ambas as finalidades.

Para Murtaz Navsariwala, advogado de imigração e fundador do Murtaz Law, os dados reforçam que o processo de obtenção do visto permanece favorável para quem apresenta uma solicitação consistente e compatível com as exigências da legislação norte-americana.

“Os números demonstram que a grande maioria dos brasileiros que solicita um visto de turismo ou negócios consegue obter a autorização para viajar aos Estados Unidos. É um cenário positivo, mas que não elimina a importância de uma preparação adequada. Cada pedido continua sendo analisado individualmente, e a decisão leva em consideração diversos fatores, como o objetivo da viagem, os vínculos do solicitante com seu país de residência, sua situação financeira e a consistência das informações apresentadas.”

O levantamento também evidencia a evolução dos índices ao longo dos últimos anos. Em 2020, a emissão estimada dos vistos para brasileiros foi de 76,9%. Em 2023, o percentual chegou a 88,1%. Já em 2024, ficou em 84,52%, enquanto o ano fiscal de 2025 registrou 85,13%.

Segundo o Departamento de Estado, a taxa de recusa utilizada no relatório é ajustada para refletir o resultado final dos processos ao longo do ano fiscal. Isso significa que recusas inicialmente registradas, mas posteriormente revertidas após a apresentação de documentos ou informações complementares, deixam de ser contabilizadas como negativas definitivas.

Para Murtaz Navsariwala, as estatísticas ajudam a compreender o cenário, mas não determinam o resultado de um pedido específico. “Muitas pessoas acreditam que existe uma fórmula para conseguir o visto, mas a realidade é diferente. O processo é individual e exige que todas as informações apresentadas sejam verdadeiras, coerentes e compatíveis com a finalidade da viagem. As estatísticas mostram uma tendência favorável para os brasileiros, mas não representam garantia de aprovação em casos específicos.”

O advogado também ressalta que o visto B1/B2 é destinado exclusivamente a viagens temporárias e não autoriza residência permanente ou trabalho nos Estados Unidos. “Quem pretende morar nos Estados Unidos precisa avaliar qual categoria migratória corresponde ao seu objetivo. Existem diversos caminhos previstos na legislação americana, e cada um possui requisitos próprios. O primeiro passo é compreender qual visto realmente se aplica ao projeto de vida de cada pessoa.”

Sobre Murtaz Navsariwala e o Murtaz Law

Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington.

Com 18 anos de atuação na área, e uma taxa de aprovação de 99,5%, Murtaz lidera o Murtaz Law, escritório sediado em Illinois (EUA) e reconhecido por sua excelência em vistos de trabalho, com destaque para o EB-2 NIW. Sua formação multidisciplinar, que combina Direito, Economia e História, contribui para uma abordagem sistêmica e estratégica dos temas migratórios, oferecendo interpretações claras e fundamentadas mesmo diante de assuntos complexos ou controversos.

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