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Acha que morar na capital Curitiba é lindo? O trânsito, de lá, não é mole

Uma pesquisa, realizada pela startup 99, que aposta em aplicativos de mobilidade urbana para táxis e carros particulares, divulgou o “Indice 99 de tempo de Viagem (ITV 99)”, que tem por objetivo monitorar o fluxo de carros em 15 cidades do Brasil: Recife, Porto Alegre, Belém, Barueri, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Curitiba, São Bernardo do Campo, Santos, Osasco, Santo André e Guarulhos. O índice calculou a média de atraso dos deslocamentos cotidianos, ou seja, o tempo médio perdido pelas pessoas com o tráfego ruim das cidades. 

Em Curitiba, que aparece em 10º lugar no ranking, as regiões do Centro e do Água Verde apresenta rotas bastante lentas. Na média, os deslocamentos que se iniciam nessas regiões levam 60% a mais de tempo para serem feitos do que em uma situação de tráfego livre. 

 Curiosamente, as cidades que mais sofrem com o trânsito no país são Recife, Porto Alegre e Belém. Em Recife, Recife, descobriu-se que as viagens do horário de pico demoram, em média, 86% a mais do que levariam em um ambiente de tráfego livre — ou seja, sem congestionamento. Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores cidades do país, ficam quase empatadas em 5º e 6º lugares, com respectivamente 71% e 70% a mais de lentidão nos horários de pico. 

A pesquisa

O índice foi elaborado a partir do grande volume de dados relativos às corridas de carro realizadas através do aplicativo 99. São contabilizadas as corridas de táxi, TOP (táxi preto) e POP (modalidade de carros particulares da 99). Cada cidade foi dividida em microrregiões (como se vê nas imagens abaixo) e o ITV 99 foi calculado para a média de seus deslocamentos no horário de pico — períodos das 7h às 10h da manhã e entre 17h e 20h. Os primeiros dados são dos meses de junho, julho e agosto de 2017. 

O ITV 99 possibilita a comparação de uma área — seja ela uma cidade ou uma via — com ela mesma em uma situação de tráfego livre e com outras áreas, de maneira parametrizada e comparável. “Por exemplo, se o índice de viagens em uma cidade para um determinado período é 1.5 nos horários de pico, isso significa que, em média, as viagens dessa cidade nessa janela de tempo levam 50% mais tempo em comparação aos mesmos trajetos com fluxo livre. Supondo que o ITV 99 seja igual a 1.6 em outra cidade, é possível dizer que as pessoas desse local perdem, em média, mais tempo do que os habitantes do primeiro exemplo”, conta Bely. 

 A forma de construção do ITV 99, por si, permite que as heterogeneidades dos deslocamentos e as características peculiares a cada região sejam parametrizadas e, portanto, que as cidades sejam comparáveis entre si. 

 

 

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