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Carne suína ganha espaço no mercado e chega a custar 1/3 da carne bovina

Segundo dados do IBGE, a carne bovina está entre os 10 alimentos mais consumidos no Brasil. A alta demanda interna pelo produto, em relação ao aumento expressivo em seu preço durante as últimas semanas, criou um sinal de alerta à economia nacional e, principalmente, ao bolso das famílias brasileiras. Entretanto, economistas apontam não existir uma solução visível a curto prazo para o problema, que já alcançou uma alta de 35% até o momento.

De acordo com Pedro Salanek, economista e professor do ISAE Escola de Negócios, a alta da carne está relacionada a três fatores principais: aumento da demanda interna, principalmente devido a proximidade dos eventos de final de ano; alta do dólar, tornando a exportação algo mais interessante aos olhos do produtor; e questões operacionais por parte do pecuarista, que vem enfrentando problemas com a seca e com a diminuição de animais para o abate, decorrente da crise que começou em 2013.

Para quem quer economizar na hora das compras, a indicação é direcionar o consumo para outros alimentos, como a carne suína. “O mercado de carnes funciona dentro de uma relação de oferta e demanda, e quando aumenta um produto é tendência que o consumidor se adapte a outro”, aponta Salanek. Os cortes suínos mais consumidos pelos brasileiros, como o pernil e o lombo, estão custando apenas 1/3 do valor quando comparados ao mesmo tipo de corne bovino, por exemplo.

Oportunidade de negócio

Segundo dados de 2018 da Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil é o 4º maior produtor de carne suína do mundo, totalizando aproximadamente 3,76 milhões de toneladas da proteína, além de ser também o 4º maior exportador mundial, com 967 mil toneladas vendidas para países estrangeiros. Em maio deste ano, a exportação da carne suína brasileira cresceu em 41%. Em receita, as vendas atingiram US$ 143,8 milhões, alta de 54,6% sobre os US$ 93 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Fonte: Assessoria

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