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Carro elétrico é bom. Carro compartilhado é melhor!

Novo Nissan LEAF chega ao mercado brasileiro e inaugura um novo patamar no segmento de veículos elétricos
*Por Rafael Taube, CEO da Joycar

Nos últimos meses a pauta sobre o carro elétrico decolou. Isso é maravilhoso! Ver holofotes mirados neste tema aumenta a velocidade de investimentos e, consequentemente, tende a acelerar o processo de democratização deste ativo ainda tão distante da realidade financeira da maioria das pessoas.

Como quase tudo na vida, no entanto, há um lado negativo nesse frenesi todo gerado sobre os carros elétricos. Ele acaba ofuscando um outro tema que, sob o ponto de vista ambiental, é mais relevante: o carro compartilhado. Como eu sempre digo, carro bom é carro compartilhado!

Ainda temos uma frota mundial esmagadoramente movida por energia fóssil que é responsável pela maior parte das emissões de CO2 no planeta. Mas, muitas vezes, o carro conta com um vilão mais relevante que o combustível que o movimenta: seu dono.

Um carro pesa 1,5 toneladas e consome diversos materiais na sua fabricação. O desenvolvimento de sistemas de segurança e acessórios de luxo aumentaram exponencialmente esse consumo. Em geral, a maioria dos veículos circulam pelo mundo com apenas uma pessoa. É um tremendo desperdício. Imagina se para tomar um copo de leite pela manhã você precisasse criar uma vaca dentro de casa.

Quem já possui um carro, questione-se bastante na próxima vez que pensar em trocá-lo. Para quem ainda não tem, será que você realmente precisa ter um automóvel para chamar de seu? E, para quem está sonhando com um elétrico, lembre-se: deixar de queimar combustível no dia a dia não diminui tanto assim a sua pegada de carbono, pois para produzir qualquer carro (elétrico ou não) bastante CO2 é queimado. Principalmente se você roda pouco e sozinho!

Que a pauta do questionamento sobre a propriedade do carro possa compartilhar um pouco dos holofotes mirados ao carro elétrico e ganhar cada vez mais importância.

*Rafael começou sua carreira no mercado financeiro como estagiário no Banco Itaú BBA em junho de 2006, um ano antes de se formar em Administração de Empresas pela ESPM. Em julho de 2007, ingressou na equipe de Câmbio, como funcionário formal.