Carlos Oliveira

Coisas de boteco!

Para alguns, irrelevante a até dispensável, já para muitos, sua importância é indiscutível, o papo de boteco.

E para estes últimos, a situação se torna mais envolvente quando o efeito etílico se manifesta, desbloqueando as amarras da mente e os transporta para mares nunca antes navegados.

E de repente, espontaneamente, como um tribuno em defesa daqueles que se encontram à margem do relacionamento a dois – separados, esquecidos, abandonados ou coisa parecida –  alguém do grupo se propõe a defendê-los, dizendo que no processo de aprendizagem por que passam aqueles que se encontram nesta situação, o que se constata, e de maneira inequívoca, é que encontram, nesta descoberta, o que de mais precioso há, a liberdade doméstica.

E, partindo desta premissa, os saudava dizendo que, a rigor, todos vivemos mal acompanhados e, normalmente, nos transformamos em estúpidos uteis pela dependência emocional.

Foi quando, ao seu lado, alguém lhe sussurra aos ouvidos, tudo bem, já está na hora de voltar para sua prisão.

Era sua mulher.

Carlos Roberto de Oliveira 

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