Garon Piceli

Como a economia criativa pode ajudar no ramo da gastronomia?

A gastronomia cresceu muito nos últimos anos e continuará crescendo no Brasil. O principal fator de desenvolvimento socioeconômico, na minha visão, é a geração Y (ou os millennials) chegando à casa dos 30 anos. São jovens que gostam de coisas novas, diferentes e atuais. É a geração que impulsiona a economia criativa. 

E ser criativo ao empreender é justamente isto: dar valor ao trabalho – ou proposta – e depender do talento das pessoas que o fazem, e não do tamanho da empresa e da quantidade de capital que ela possui. 

Um grande exemplo de empreendedor criativo com um mix de gastronomia em Foz do Iguaçu é o Zeppelin Old Bar. Alguém consegue acreditar que ele ficou no papel por cinco anos esperando investimento? Pois é, um dos principais bares da noite iguaçuense ficou um bom tempo na gaveta aguardando um investidor. Bom, o bar saiu do papel e o que será que o mantém de pé há seis anos?

As novidades, a criatividade e a fidelização ao nicho! São essas as características que mantêm o bar sempre na ativa e sempre à frente de todos os outros.

Sobre o nicho, é um ponto-chave da economia criativa. Vemos um investimento alto e grandes novidades na cidade. Temos o Europa Bar, o Bad Ass Café e o Amarantha Pub – consumidores/públicos que estão destacando-se. 

Temos visto em Foz do Iguaçu espaços nos quais as conexões, inovações e cultura revelam e valorizam as singularidades locais, em dimensões tão complementares quanto a econômica, a cultural, a social, a urbanística e a turística.

Devemos continuar valorizando e apoiando esses espaços, pois são o futuro, onde cada vez mais a geração Y ocupa um maior valor na economia.

Foto: Garon Piceli

Deixe uma resposta