Conto – Maria Rita

Confusa e insegura em suas decisões, herança de uma infância cuja única esperança era a de se tornar mulher, carregava consigo uma determinação de realização pessoal que não a deixava compreender que, como diz o poeta, “são demais os perigos desta vida”.

Refém de um sentimento de frustração, o que se atribui à sua baixa autoestima, optou, em um determinado momento de sua vida, por transformar sua realidade.

Radicalizou em sua intenção, pois lhe faltava o necessário discernimento e equilíbrio para o que escolhera.

Embora tivesse algum tipo de informação, não dimensionava a extensão de um envolvimento com aspectos relacionados à transcendência.

O conflito mental foi inevitável e redundou numa triste situação que a levou, pelo que se sabe, ao recolhimento forçado para um tratamento adequado.

Tomara Maria Rita tenha se reencontrado e tenha, pela tentativa, aprendido a orar.

 

Carlos Roberto de Oliveira

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