Criar Jogos Labs está com inscrições abertas no Sesi em Curitiba: aulas também beneficiam estudantes com autismo

Oferecer aos jovens paranaenses a oportunidade de transformar um hobby em uma fonte de trabalho e renda é um dos objetivos do Projeto Criar Jogos Labs, que está sendo desenvolvido gratuitamente pela Burburinho Cultural, no SESI, em Curitiba. Mas não apenas. O curso também é inclusivo.

A curitibana Franciele Schiontek matriculou o filho, Gabriel, de 12 anos, que é autista. “Meu filho é autista e os jogos eletrônicos são um dos hiperfocos dele. O curso oferece a chance de utilizar as habilidades de Gabriel em algo que possa contribuir para o seu futuro”, avalia Franciele Schiontek. Recém-matriculado, Gabriel está estimulado. “Estou muito feliz. Gosto de jogar e, agora, vou poder criar meus próprios games. Será incrível!”, prevê o jovem aluno.

O curso Criar Jogos Labs é inteiramente de graça, com inscrições disponíveis seja para o formato à distância, em que moradores de cidades de todo o Paraná podem acessar as videoaulas em casa, seja para o polo presencial, no SESI Curitiba, com acesso a computadores e professores que acompanham todo o processo de aprendizagem em sala de aula.

Lançado oficialmente no dia 19, no auditório Basílio Itiberê, na Secretaria de Estado da Cultura, o projeto já conta com 80 alunos, mas ainda há pelo menos 200 vagas disponíveis nas modalidades presencial e online.

As inscrições ainda podem ser feitas pelo site: www.criarjogos.com.br. Em todo o Brasil, mais de 3 mil adolescentes já foram beneficiados pelo projeto e estão aptos para desenvolver jogos eletrônicos, com certificado ao final do curso. Mais informações podem ser acompanhadas no instagram @criar.jogos.

Primeiro curso gratuito

Segundo CEO da Burburinho Cultural, Priscila Seixas, o Criar Jogos Labs é o primeiro curso de desenvolvimento de jogos gratuito no país. Foi aprovado pela Lei Paulo Gustavo por enfatizar que a criação de jogos eletrônicos passa pelo processo da produção artística e cultural. “Os jovens estão tendo aulas, inclusive, sobre cinema, pois para criar um jogo, precisa saber como estruturar personagens, os pontos mais importantes na composição de músicas, imagens e um bom roteiro”, destaca Priscila.
Idealizado pela Burburinho Cultural, produtora com ênfase em transformação e inclusão social, o projeto acontece além do Paraná, na Bahia, em São Paulo (São Bernardo do Campo e Guaratinguetá), Minas Gerais (Paracatu), Rio de Janeiro (Itaboraí, Mangaratiba e capital fluminense, na Biblioteca Parque).

O Brasil é um dos maiores consumidores de jogos eletrônicos do mundo, destacando-se como um dos setores que mais cresce em diversas áreas. Hoje a gamificação não é só atividade recreativa, mas está presente no audiovisual, na área de Recursos Humanos, atendimento ao cliente, entre outros.

Através desta iniciativa, a Burburinho fomenta a profissionalização de jovens para as mais diferentes esferas tecnológicas. ‘’Existe pouca gente formada para o mercado de trabalho em tecnologia, o nosso país é muito carente de oportunidades gratuitas nesse universo. O Criar Jogos Labs permite que os alunos conheçam o outro lado do entretenimento, que é o da produção e criação’’, ressalta o diretor de projetos da Burburinho, Fabricio Ligiéro.

Para Marcelo Gasparin, diretor de tecnologia e inovação da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, esse curso oferece aos jovens uma infinidade de oportunidades. “Eles podem trabalhar no que gostam, sem sair de casa. E o mais importante, os clientes estão espalhados no mundo todo”.

A jornalista Lívia Mattos, representante da BRQ, afirma que foi graças a projetos sociais como o Criar Jogos que ela conseguiu se formar e hoje trabalha numa grande empresa. “Estudei com bolsa. O que posso dizer é para os adolescentes se inscreverem. Vão poder transformar o talento em fonte de renda”.

Sander Costa, coordenador de cursos da FIEP, completou: “Os jovens precisam aproveitar essa oportunidade. Essa iniciativa tem a missão de transformar a vida das pessoas. Os jogos vão deixar de ser apenas entretenimento e passarão a ser ferramentas de transformação social e financeira”.

André Avelino, diretor de Fomento da Secretaria de Estado da Cultura, afirma. “Adolescentes podem ficar à frente dos jogos, desde que exista um propósito. Por que sair do videogame? É possível utilizá-lo no aprendizado”.

O Criar Jogos Labs é um projeto viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp