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Curitiba é destaque em ranking das cidades mais inteligentes do mundo. Entenda os motivos

Novos ônibus de dois andares da Linha Turismo, que começaram a circular no sábado (15), foram aprovados por turistas estrangeiros, de outros estados do Brasil e também pelos curitibanos. Curitiba, 18/11/2008 Foto: Orlando Kissner/SMCS

Curitiba foi eleita, pela terceira vez consecutiva, uma das 21 comunidades mais inteligentes do mundo, segundo o Intelligent Community Forum (ICF). O ranking, divulgado recentemente, leva em consideração fatores como governança para prosperidade econômica, saúde social e riqueza cultural. A capital paranaense é a única da América Latina na listagem, e aparece ao lado de cidades como Belfast (Irlanda do Norte), Filadélfia (EUA) e Moscou (Rússia).

Mas o que faz a capital paranaense integrar o Smart21 Intelligent Communities de 2021? Muito antes do surgimento das chamadas “smart cities”, Curitiba já estava rumando no caminho da inovação, exportando conceitos de urbanismo para o mundo. “Em um determinado momento da história da cidade, houve uma lacuna neste legado, mas nos últimos anos Curitiba resgatou a disposição para evoluir neste sentido”, explica Paulo Hansted, CEO da startup MCities, especializada em comunicação inovadora e experiências urbanas.

De acordo com o especialista, a disposição geográfica, populacional, mercadológica e crítica de Curitiba criam um ambiente historicamente perfeito para testar e difundir ideias inovadoras. “A cidade conta com um ecossistema muito propício para testar e validar soluções antes de buscar a escalabilidade de qualquer proposta. Entendo que as cidades adjacentes deveriam aproveitar esta disposição de Curitiba, como uma mola propulsora para suas evoluções”, diz Hansted.

Cidades inteligentes

Com a experiência de quem já passou por mais de 17 países, estudando os movimentos desta indústria, Paulo define as cidades inteligentes como aquelas que destacam principalmente a aplicação da tecnologia na infraestrutura das cidades, para a melhoria da qualidade de vida nos grandes centros urbanos. “Em um universo perfeito, o elemento humano ganha mais protagonismo, sendo o centro da causa e não apenas o beneficiário. Uma cidade inteligente reflete soluções que a tornam mais humana, solidária e democrática”, explica.