Autos e Motos - Roberto Nunes

EcoSport Freestyle enfrenta rivais bem fortes

Seguindo a tendência dos modelos com pegada mais esportiva, a Ford renovou o visual do EcoSport Freestyle 2020 com teto pintado de preto, grade escurecida, apliques em prata nos para-choques e rack estilizado. Perdeu sim a iluminação diurna em LED, adotando um sistema com lâmpadas halógenas, e trocou o sistema operacional do dispositivo de 7 polegadas da central multimídia , que agora usa o SYNC 2.5 – antes era o SYNC 3.0 com mais aplicações.

A Ford reduziu a oferta de possibilidades do multimídia e agrega assim maiores facilidades para emplacar o EcoSport na forte briga com os concorrentes Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Renault Captur, entre tantos outros suv´s urbanos no Brasil. A marca americana oferece a versão Freestyle , a intermediária do EcoSport, por R$ 77.990 na versão manual e R$ 83.990 com câmbio automático.

O jornalista Roberto Nunes  testou EcoSport FreeStyle 1.5 Dragon AT por sete dias o carro da Ford. A marca americana tem pacote amplo e equipa o EcoSport com motor 1.5 Dragon, de três cilindros – com exceção da configuração Storm 4×4 que ainda preserva o motor 2.0,  de 176 cv de potência, e tração integral (4WD).

Não pense que o Eco está sem pegada com o motor menor 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros com seus 137 cavalos de potência. Seu torque chega a bons 16,2 kgfm. Sua força é proporcional ao seu peso – são 1.242 kg. O SUV urbano anda bem e é empurrado para boas velocidades com o auxílio da transmissão automática de seis marchas com aletas para acionamento manual no volante.

O pacote completo de equipamentos no EcoSport inclui sete air bags, sistema de monitoramento de ponto cego e tráfego cruzado, sensor de presença para acesso inteligente e partida sem chave, além de sensor de chuva e rodas de liga-leve de 17 polegadas. Mais vendida da linha do EcoSport no Brasil, a versão Freestyle 1.5 traz grade frontal remodelada, capa dos retrovisores e moldura dos faróis de neblina em preto, faróis com máscara negra, rack de teto estilizado e apliques em prata nos para-choques. As rodas de 16″ com acabamento usinado.

Para quem usa o carro na estrada, o urbano Eco transmite segurança na rodagem e, principalmente, nas ultrapassagens. É bom de curvas, bem equipado e traz itens como direção elétrica, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e o multimídia Sync 2.5 com tela de 7 polegadas.

Está realmente longe de ser um “utilitário raiz”, ao velho e bom estilo Ford. Mas o EcoSport feito em Camaçari herda sim boas características por ser um veículo versátil na sua proposta. Não é à toa que o carrinho desenvolvido na Bahia ganhou o mundo como veículo-global da marca, com vendas no mercado europeu, China e nos Estados Unidos.

Em cima do EcoSport, pesa o pioneirismo de ter sido o SUV que abriu para a Ford a possibilidade de um novo segmento em 2003 no Brasil. Além disso, o atual perfil do mercado nacional deixou o consumidor mal-acostumado com a comparação e a oferta de outros modelos, como o Hyundai Creta e Jeep Renegade.

O EcoSport é um carro apertado ao ser comparado com o Creta, por exemplo. Tem 356 litros contra os 431 litros do compartimento de carga do Hyundai Creta. No quesito SUV-raiz, a Jeep sai na frente com o moderno Renegade, que é ofertado com motor a diesel, câmbio de nove marchas e tração 4×4.

Se antes era um compra acertiva do consumidor, este mesmo consumidor pensa duas vezes antes de querer fazer um test drive para definir se vai ou não estacionar o EcoSport em sua garagem. Este é o dilema que coloca em risco a sobrevida do EcoSport no meio de tantas novidades mais modernas, bem equipadas e de motor turbo flex de três cilindros, como o do inédito Volkswagen T-Cross.

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