Foz do Iguaçu passa a integrar a campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”

Nesta sexta-feira, 1º de julho, o prefeito Chico Brasileiro assinou o termo de adesão à campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”, movimento nacional pelo apoio à proteção de mulheres em situação de risco.

A partir desse acordo, as forças de segurança do município estarão prontas para atender, com sigilo e discrição, mulheres que apresentarem o “X” vermelho como sinal de alerta para denunciar a violência que sofrem dentro de casa. Comerciantes, vizinhos e familiares também são convidados a integrar o movimento, dando atenção aos sinais demonstrados.

O documento foi assinado em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O evento contou com a participação de magistrados de 25 estados e da embaixadora nacional do movimento, a atriz e modelo Luiza Brunet.

O prefeito Chico Brasileiro reforçou o papel da segurança pública do município no auxilio as vítimas, como a Patrulha Maria da Penha, braço da Guarda Municipal que atende e acompanha mulheres em toda a cidade.

Atualmente, são 1.400 mulheres monitoradas pelas equipes e com o suporte de órgãos de apoio como o Centro Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM) e Secretaria de Assistência Social.

“Não assinamos esse termo apenas como um ato formal, mas como um compromisso para o engajamento na defesa dessas mulheres. Fazer parte desta ação nos alegra muito, pois sabemos que só iremos alcançar uma nação civilizada se tivermos igualdade e respeito”, disse o prefeito.

“Essa campanha deve ser propagada ao máximo para todas as pessoas. É uma honra poder contribuir com a minha voz, mostrar as dores dessas mulheres para que fique o alerta de que as violências existem e precisam ser combatidas. O que está sendo feito em Foz para protegê-las, deve acontecer também em todo o Brasil”, afirmou Luiza Brunet.

Envolvimento de todos

O evento em Foz encerrou a programação nacional que marcou os dois anos da campanha e também marcou o lançamento da nova fase, que pretende envolver os homens no combate à violência, como parceiros para denunciar e identificar os casos.

“Ninguém consegue trabalhar sem apoio. Identificar esses casos é importante, denuncia-los é essencial. Homens e mulheres devem estar engajados neste foco. A pandemia evidenciou como esse problema é fixado em nossa sociedade, porém, não deveria jamais existir”, frisou a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Renata Videira.

“Não podemos mais nos calar diante desse crescente aumento da violência doméstica em todo o Brasil. A campanha veio para mostrar às mulheres que elas não estão sozinhas e que esse sofrimento não pode ser invisível. Todos precisam estar conosco”, ressaltou Maria Cristina Ziouva, representante do Conselho Nacional de Justiça.

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