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Funcionário público de Foz ajuda a preservar a memória ferroviária do Brasil

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.

De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país.

É o caso do funcionário público Rony Ferreira, 50 anos, morador de Foz do Iguaçu, que adora ferrovia e já trabalhou na extinta RFFSA, de 1983 a 1991. “Ingressei como aluno no Centro de Formação Profissional Coronel Durival de Brito, em Curitiba, a famosa Escolinha da RFFSA, fruto de um acordo entre a RFFSA e o Senai. Na época, ingressávamos com 14 anos, e os alunos eram aproveitados nas oficinas da RFFSA em Curitiba, Mafra e Ponta Grossa. Para relembrar um pouco desta fase, comprei alguns trens elétricos, trilhos e estações e pretendo, aos poucos, aumentar minha coleção. No Natal do ano passado, construí até uma maquete, que pretendo refazê-la neste ano. Como fui ferroviário, nutro até hoje boas recordações e amigos daquela época e tento passar para o meu filho o amor que tive e tenho por ferrovias”, diz.

Mercado atraente

O Paraná é um dos mercados mais atraentes para a Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, que completou 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, e muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da empresa. No Brasil, inclusive, existem diversas associações que reúnem os amantes deste hobby saudável e interessante.

Fonte: Assessoria

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