Variedades

“Mestre Confeiteira” de Foz já montou mais mil bolos, de gesso

Barbara Tauber é uma “mestre confeiteira”. Ela faz o ingrediente mais amado das festas: o bolo.

Os bolos dela estão presentes em aniversários, casamentos, batizados e chás de  bebê. Eles são de encher os olhos. Mas nada comestíveis. Bem fake, mas que encantam adultos e crianças.

A técnica utilizada ainda é pouco conhecida  no Brasil: gesso sobre isopor e acabamento de biscuit (massa de modelar). Os detalhes fazem toda a diferença.

Desde quando começou a produzir os bolos,  há quatro anos,  já foram mais de  1mil, de várias cores, tamanhos e personagens. “Estamos na moda do unicórnio, flamingo, boneca lol e os tons pasteis, mas já foi da Moranguinho, Carrossel, Peppa, Dinossauro e muitos outros”, disse.

No depósito que a reportagem da Sobre Rodas visitou, são quase 500 modelos. O mais alto tem quase 2 metros de altura. Ele foi produzido especialmente para o aniversário de 90 anos da Fhilomena Rafain, em fevereiro.

Como começou

Apesar de hoje ela se considerar uma pequena empresária de sucesso, nem sempre foi assim. Há seis anos Barbara passou por um dilema que a maioria das mulheres vive: Sou mãe, e agora?

A pequena Isabeli nasceu e ela precisava tomar uma decisão: Deixar a filha na creche ou abandonar o emprego com carteira assinada e empreender?

Bárbara ficou com a segunda opção. Usou a experiência que tinha adquirido em uma loja de festas de Foz do Iguaçu em que trabalhou e decidiu investir em artesanato. Foram várias tentativas. Bolos, doces, pirulitos, lembrancinhas de EVA(borracha não tóxica) Biscuit (massa de modelar) e pasta americana (a base de açúcar)

“Eu fazia tudo o que me pediam. Sabia que alguma coisa daria certo”, contou.

Mas nada ficava como Barbara imaginava. Num certo dia, uma cliente pediu para que ela produzisse a maquete de um esmalte. Com EVA não deu; pasta americana, muito menos.

Ela olhou para as paredes da casa que estavam sendo reformadas e decidiu aplicar gesso na base de isopor. O resultado agradou.

Desde então, foi aprimorando a técnica. Barbara faz seus bolos com massa corrida sobre bases de isopores. “Não tinha onde pesquisar. Fui errando e acertando”, disse. “As minhas ‘boleiras’ favoritas fazem com pasta americana. Eu não me adaptei. Me inspiro nelas, mas uso o gesso”.

Segundo a confeiteira, ela queria um material que fosse durável. Queria que um bolo estivesse em varias festas. Conseguiu.

Teve um bolo com o tema “Chuva de Amor” que já foi alugado mais de 20 vezes, inclusive já atravessou as fronteiras com o Paraguai e Argentina. “Sempre depois de cada festa eles precisam de reparos, mas continuam inteiros”, explicou.

Sobre os bolos

Para a confeiteira não existe um mais bonito ou mais feio. “Tenho ciúme de todos. Gosto de todos”.

O mais inusitado foi uma caixa de relógio rolex e um sapato de salto alto com solado vermelho. “Uma cliente me pediu um relógio. Ela queria acordar o marido. Se pediu, eu realizo”.

   

Abilene Rodrigues

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