Motor da nova S10 utiliza inteligência artificial

Em relação à performance dos automóveis, algumas tecnologias proporcionaram saltos significativos, como a injeção eletrônica. Para especialistas, a próxima evolução será a aplicação da inteligência artificial (IA).

O recurso permite que sistemas tomem decisões com base em dados digitais para multiplicar a capacidade da máquina em aprender e executar tarefas complexas de forma mais rápida e eficiente.

A inteligência artificial e o machine learning moldam o conceito inovador da Nova S10. Esses recursos foram aplicados de forma abrangente no produto, desde sua fase de concepção até o desenvolvimento e a produção.

A recém-lançada picape da Chevrolet utiliza inteligência artificial inclusive na parametrização do novo software de gerenciamento do motor para entregar uma equação de desempenho nunca vista na categoria.

“A GM é líder global no desenvolvimento de utilitários e nosso legado está baseado na inovação. Por isso, a Nova S10 consegue ser tão ágil quanto picapes bem mais potentes, porém consumindo muito menos combustível. A aplicação da inteligência artificial permite extrair outras duas vantagens: melhor dirigibilidade e redução das emissões”, explica Suelen Arice, gerente de Marketing de Produto.

Calibrado com o apoio de inteligência artificial, o software de gerenciamento é quem comanda a nova geração do motor Duramax 2.8, que trabalha em harmonia com a inédita transmissão automática de oito marchas ou a manual de seis.

Assim, a versão topo de linha High Country é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 9,4s (1s mais rápida que o modelo anterior), enquanto o consumo médio de diesel, de acordo com dados do Inmetro, fica em 9,5 km/l na cidade e em 11,4 km/l na estrada (até 76 km extra de autonomia em rodovia a cada tanque completo). No caso das emissões de CO2, a redução foi de aproximadamente 13%.

O próprio motor Duramax 2.8 foi aperfeiçoado com a ajuda novas ferramentas digitais de engenharia, que adotam inteligência artificial e machine learning para realizar testes simulados de diferentes configurações e parametrizações.

Ao todo, o novo propulsor soma mais de 30 novidades, como o perfil dos pistões, alterações na turbina e no sistema de admissão – até a taxa de compressão foi ajustada para melhorar o processo de combustão.

As mudanças refletiram no aumento da potência e do torque, que subiram, respectivamente, para 207 cv e 52 kgfm. Além disso, a força máxima é alcançada numa faixa mais ampla de rotação, entre 1.600 a 2.400 rpm – justamente onde o motorista mais utiliza o veículo.

“O time de desenvolvimento da GM criou modelos baseados em machine learning para otimizar os parâmetros do software de gerenciamento do motor da Nova S10. Essa central de controle é capaz de processar centenas de simulações por microssegundo, considerando também a condição de componentes do motor para encontrar a calibração ideal. Isto permite que se extraia o máximo da capacidade do conjunto”, diz Daniel Takehana dos Santos, engenheiro-chefe de motores a diesel na GM.

A inteligência artificial e o machine learning permitem um refino muito mais preciso para cada situação, baseado na demanda do motorista.

Este software avançado de gerenciamento considera mais de 900 parâmetros otimizados, incluindo a pressão do combustível e a quantidade injetada, a pressão da turbina, a temperatura da exaustão e até o desgaste natural de componentes. Dados externos, como a pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa também são analisados a cada microssegundo.

Há ainda um algoritmo de aprendizado capaz de memorizar condições anteriores para otimizar o processamento de dados do motor durante seu uso, melhorando a experiência de direção.

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