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Nova mesa diretora do POD tomará posse durante o Show Rural

A nova mesa diretora do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) – formada pelo empresário iguaçuense Danilo Vendruscolo e pelo diretor-executivo da Cooperativa Frimesa, Elias Zydek – tomará posse no dia 7 de fevereiro, às 10h30, no Show Rural Coopavel, em Cascavel. A Itaipu é uma das empresas apoiadoras do POD.

A cerimônia contará com a presença de produtores rurais, empresários, representantes políticos da região, prefeitos, presidentes de cooperativas, associações comerciais e órgãos estaduais.

Vendruscolo será o novo presidente e Zydek, o vice. Eles assumem respectivamente no lugar do arquiteto de Toledo Mário Cesar Costenaro e do prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto. Ambos foram eleitos por aclamação para um mandato de um ano. A eleição ocorreu em novembro, durante o 3º Fórum de Desenvolvimento Econômico do Território do Oeste do Paraná, realizado em Toledo.

Além da posse, o POD promoverá uma série de palestras, bate-papos e mostras de tecnologias durante os cinco dias do evento – de 6 a 10 de fevereiro. As atividades serão desenvolvidas no Salão Tecnológico Pecuário. Entre os temas dos debates estão “Perspectivas do mercado para a proteína animal”, “Perspectiva de mercado para proteína do leite”, “Tecnologias para destinação de animais mortos”, “Energias renováveis” e “Influenza aviária”.

Legado

Depois de dois anos à frente do POD, Costenaro deixará um legado de conquistas. A primeira delas, segundo o presidente, foi conseguir reunir mais de 60 instituições públicas e privadas para discutir as necessidade e propor soluções para o crescimento da região. “Para mim, a união em prol do Oeste é sem dúvida o principal legado. O protagonismo é de todos”.

Como resultado dessa união, algumas ações começaram pelo Oeste e tomaram proporções nacionais, como o pedido de não renovação antecipada dos atuais contratos de pedágio na BR-277, que mobilizou centenas de lideranças, entre elas deputados estaduais e federais. Em um ano foram realizadas dezenas de audiências públicas e encontros para debater o tema.

O aumento de R$ 150 mil para R$ 330 mil da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os piscicultores também foi uma reivindicação do POD.

Outro pedido do programa foi a criação do grupo de trabalho instituído pela Portaria Nº216 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que apresentará nas próximas semanas propostas para regulamentar a coleta, o processamento e a destinação de animais mortos na área rural. A legislação vigente tem mais de 50 anos e não atende às necessidades brasileiras.

No plano estadual não foi diferente. No fim de dezembro, o governador do Paraná, Beto Richa, a pedido do Programa, proibiu o estudo e a extração de gás de xisto por meio do fracking (fraturamento hidráulico de rochas) nas terras do Oeste do Paraná, nos próximos dez anos.

Desafios

A nova mesa diretora assumirá o POD com uma série de desafios. Entre eles, trabalhar para melhorar a infraestrutura e logística, eliminando gargalos e diversificando os modais de transporte, além de acentuar investimentos em inovação e pesquisa, focando em aumento de produtividade e reduzindo custos.

O fomento das energias renováveis para melhorar a qualidade da eletricidade que chega na área rural e resolver o problema ambiental da destinação dos resíduos é uma outra missão do próximo presidente, assim como elevar e qualificar o capital social e o nível de cooperação entre as organizações civis e redes.

“Aceitei o desafio por acreditar na nobreza da causa. Assim como Costenaro, defenderei as causas do território”, disse Vendruscolo.

Segundo Zydek, apesar de a região ser uma das mais desenvolvidas do país, é preciso um trabalho constante. “Colaborar para que o Paraná alcance a condição de estado livre de febre aftosa em vacinação é uma das nossas metas”, afirmou.

Programa Oeste em Desenvolvimento

Lançado em agosto de 2014, o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) busca promover o desenvolvimento sustentável da região por meio de um processo participativo.

Para isso, reúne mais de 60 instituições públicas e privadas, de abrangência municipal ou regional, como empresas, cooperativas, instituições de apoio e fomento, sindicatos e associações de classe, universidades, centros de pesquisas e tecnologias dos 54 municípios da região. Entre elas estão a Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI).

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