Tarcisio Dias - Mecânica Online

Novos materiais invadem o automóvel

Cada componente de um automóvel tem maior ou menor adequabilidade conforme seja o material que o compõe. Elementos estruturais, por exemplo, são preferencialmente de aço ou alumínio, enquanto peças de acabamento ficam melhor de plástico ou materiais compostos. Vamos conhecer mais sobre os novos materiais que invadem o automóvel!

Alumínio – Há muito tempo se fala em automóveis fabricados de alumínio, mas, na verdade, os números ainda são crescentes dos modelos que contam com estrutura inteiramente desse material: Honda NSX, Audi A8 e Audi A2. Ainda que utilizado em profusão em determinados elementos estruturais, como suspensões e rodas, um modelo inteiramente de alumínio ainda é raro. Mais caro, porém, muito mais leve, sua maior dificuldade está na reparação, pois exige um tipo de solda especializada.

Plástico – O uso do material plástico está cada vez mais difundido na indústria automobilística, passando de 5% do peso total de um veículo, há 30 anos, para até 25% de seu peso total, nos dias de hoje. Inicialmente utilizado no acabamento, como nas laterais de portas ou nos painéis de instrumentos, hoje o plástico está presente em muitos outros sistemas, até em componentes do motor, como coletores de admissão. Carroceria inteiramente de plástico, como no caso do Smart, ainda é exceção.

Aço – Constitui mais de 60% do peso de um automóvel, e suas maiores vantagens são o baixo custo e a alta resistência. É o material que conta com mais experiência na indústria automobilística e, com tratamentos especiais, tende a ser utilizado ainda por um longo tempo.


Cerâmica – Também pesquisado por muitos anos, é um material que tem como maior virtude a altíssima resistência a temperaturas extremas. Por isso é utilizado em sistemas de freio de alto desempenho, como no caso do Porsche, mas ainda tem custo muito elevado.

Magnésio – Duas vezes mais leve que o alumínio, o magnésio vem se firmando na indústria pela sua grande capacidade de adaptação em peças complexas. Porém, por sofrer elevada expansão térmica, seu uso é restrito a componentes cuja dilatação não seja crítica, como cárteres de motores e tampas de cabeçote.

A mudança estrutural toma conta do automóvel
01 – Estrutura do painel – atualmente de aço, já começa a ser fabricada de magnésio ou alumínio
02 – Estrutura do volante – antes de aço, agora de magnésio
03 – Portas – alguns modelos já têm portas de alumínio
04 – Elementos da suspensão – antes de aço, agora de magnésio
05 – Paralamas – tradicionalmente de aço estampado, estão passando a ser de plástico
06 – Suporte do motor – eram de aço, agora são de alumínio
07 – Caixa de injeção – do aço e alumínio passaram para materiais compostos
08 – Bloco do motor – antes, de ferro fundido, atualmente de alumínio
09 – Coletores de admissão – do alumínio passam para os materiais compostos
10 – Capô – o aço tradicional está dando lugar ao alumínio e ao aço de alta resistência.

Vantagens e desvantagens de cada material
Fibra óptica
Transmissão de dados mais segura;
Material frágil;
Maior capacidade de informação simultânea;
Ainda possui preço relativamente alto.
Magnésio
Altamente reativo durante a produção;
Mais leve que alumínio e aço;
Maior adaptabilidade em componentes complexos;
Produção onerosa.
Aço
Mais barato e mais resistente;
Larga experiência de utilização;
Mais pesado que o alumínio;
Mais difícil de reciclar.
Cerâmica
Grande resistência a altas temperaturas;
Material leve e de alto coeficiente de atrito;
Custo elevado;
Processo de fabricação complicado.

 

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