Carlos Oliveira

Para ser sincero…

À carranca, substituía-a pelo sorriso, e não se sentia menos sério por isto, até pelo contrário, pois assim agindo encontrava mais receptividade em sua forma de comunicação.

Um aspecto positivo que esse tipo de comportamento proporcionava era o de que assim se manifestando, a convivência tornava-se mais palatável, embora a dissimulação insistisse em se fazer presente, especialmente nessa época de final de ano, quando se acentua o excesso de sentimento de solidariedade em cujo insumo, na maioria das vezes, é exposta a miséria humana.

Na contramão do politicamente correto, e aproveitando a oportunidade dos dias ociosos que essa ocasião de final de ano oferece, procurava manter sua coerência com relação à sua forma de pensar a existência, priorizando o que de mais importante considerava, a alegria, e assim, cada vez morrendo um pouquinho mais, jogava-se ao porre do copo amigo, o qual nas horas da solidão institucionalizada se prestava à melhor companhia, trazendo em sua esteira um sono profundo cujos sonhos insistiam em aparecer como que incentivando a continuidade da caminhada.

Feliz Ano Novo…

 

Carlos Roberto de Oliveira

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