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Parceiros do Oeste em Desenvolvimento elegerão a nova mesa diretora do programa

O Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) elegerá nova mesa diretora, no próximo dia 24, durante o 3º Fórum de Desenvolvimento Econômico do Território do Oeste do Paraná, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), em Toledo, partir das 19h. A posse ocorrerá em fevereiro, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel.

Os nomes da futura mesa diretora serão apresentados na plenária do Fórum. A eleição será por aclamação. A presidência e a vice-presidência do programa têm duração de um ano, podendo ser prorrogada por mais um. Atualmente, o presidente do POD é o arquiteto Mário César Costenaro; o vice, Marcel Micheletto.

O evento reunirá representantes das 60 instituições parceiras dos POD, entre elas a Itaipu Binacional, Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) e Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Coaciopar).

Durante o Fórum serão debatidas também as prioridades a serem trabalhadas na região entre 2017 e 2021, sobretudo nas áreas de Infraestrutura e Logística, Pesquisa e Desenvolvimento, Crédito e Fomento, Capital Social e Cooperação, Meio Ambiente e Energias.

Legado de conquistas

O arquiteto Mário Cesar Costenaro, primeiro presidente do POD, assumiu o posto em agosto de 2014. Na avaliação dele, a primeira grande conquista foi conseguir reunir mais de 60 instituições públicas e privadas para discutir as necessidade e propor soluções para o desenvolvimento da região. Dois anos depois, deixa um legado de conquistas e o vislumbre de novos desafios ao sucessor.

Algumas das ações lideradas pelo POD tomaram proporções nacionais, como o pedido de não renovação antecipada dos atuais contratos de pedágio na BR-277, que mobilizou centenas de lideranças, entre elas deputados estaduais e federais. Em menos de um ano foram feitas dezenas de audiências públicas e encontros para debater o tema. O aumento de R$ 150 mil para R$ 330 mil da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os piscicultores também foi reivindicado pelo POD.

Entre as conquistas mais recentes está a criação do grupo de trabalho instituído pela Portaria nº 216 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que discutirá e apresentará propostas para regulamentar a coleta, o processamento e a destinação de animais mortos na área rural. A legislação vigente tem mais de 50 anos e não atende às necessidades brasileiras.

Entre as missões do próximo presidente do POD está o trabalho para melhorar a infraestrutura e logística da região, eliminando gargalos e diversificando os modais de transporte; a promoção do aumento de investimentos em inovação e pesquisa, focando no incremento da produtividade e redução de custos; o fomento das energias renováveis, para melhorar a qualidade da eletricidade que chega à área rural; e a resolução do problema ambiental da destinação dos resíduos.

Entrevista

Sabia mais sobre as principais conquistas e próximos desafios do POD na entrevista, abaixo, com Mário Costenaro.

Como e por que surgiu a ideia de criar o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD)?

Mário Costenaro: Em 2012, algumas entidades chegaram à conclusão de que para desenvolver de forma sustentável a região Oeste do Paraná seria necessário um trabalho conjunto dos mais diversos setores. Em 2014 lançamos o programa.

O associativismo e o cooperativismo tiveram papel de protagonismo na construção da região e demonstravam maturidade para construir, em conjunto, numa sinergia de forças, um programa continuado e de todos. O objetivo é consolidar nosso desenvolvimento, nossa competitividade, gerando mais e melhores oportunidades de trabalho e geração de renda.

 

Vocês tiveram como base algum outro projeto já existente?

Exatamente igual não existe. Há iniciativas parecidas, como no Rio Grande do Sul, ou mesmo em outros países, como a Agências de Desenvolvimento no País Basco, Espanha, mas cada uma com suas características e contornos.

O que nos diferencia, no entanto, é que nosso modelo não nasceu de um programa governamental, mas da integração de várias entidades, de caráter privado e também público. Para nós, essa é a nossa legitimidade e originalidade.

 

Como encontra-se o Oeste do Paraná no cenário econômico atual?

A economia do Oeste é baseada no agronegócio. E diferentemente de outras regiões, o Oeste continua crescendo e gerando empregos. Além de trabalhar as cadeias produtivas tradicionais dentro do território, também conta com outras atividades. É muito forte no turismo e conta como a maior fábrica de produtos farmacêuticos genéricos do país. Podemos dizer que vive um momento favorável.

Além de ter uma forte produção agrícola, tem o cooperativismo e associativismo muito forte. Essa cultura é que possibilita a união entre as pequenas e grandes empresas.  Também possui fortes indicadores de qualidade de vida. Das dez melhores cidades do Paraná, três estão no Oeste.

 

O que precisa ser melhorado para que a região dê um salto ainda mais em desenvolvimento?

Temos que melhorar nossas condições de infraestrutura e logística, eliminando gargalos e diversificando nossos modais de transporte. Temos que acentuar nossos investimentos em inovação e pesquisa, focando em aumento de produtividade, reduzindo custos. Temos que estar atentos às possibilidades de geração de energias renováveis. Precisamos fomentar as possibilidades de expansão, crescimento e investimento de nossas empresas, desenvolvendo um sistema de crédito integrado com as políticas de desenvolvimento do território. E, principalmente, elevar e qualificar nosso capital social e o nível de cooperação entre nossas organizações civis e redes.

Desde o início do programa até o presente momento, quais as conquistas vindas por meio da atuação do Programa?

Alguns pontos são essenciais. O primeiro foi trabalhar de forma coordenada problemas e as possíveis soluções para a região envolvendo 60 instituições públicas e privadas. Essa capacidade de promover a integração, é para mim, um dos principais resultados do programa, que tem também uma preocupação muito forte com o meio ambiente. Vem aproveitando e fomentando as pesquisas de instituições da região.

Há resultados específicos como, por exemplo, o aumento do crédito para produtores de pescado através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O pedido foi feito pelo Oeste em Desenvolvimento e atendido pelo Governo Federal. O aumento foi de R$ 150 mil para R$ 330 mil.

O Oeste também se mostra contra a extração do gás de xisto por meio do fracking (fraturamento hidráulico de rochas), que começa a ganhar corpo na região e da renovação antecipada dos contratos de pedágios na BR-277.

Outra grande conquista é a criação do grupo de trabalho instituído pela Portaria Nº 216, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que discutirá e apresentará propostas para regulamentar a coleta, o processamento e a destinação de animais mortos na área rural. O pedido foi feito pelo POD, pois a legislação vigente tem mais de 50 anos.

 

O que a população ainda pode esperar do programa?

Acredito que o maior desafio do POD é que o senso de pertencimento ao território seja compartilhado por todos aqueles que aqui vivem e produzem. Entender-se parte é entender-se comprometido com o todo. O que determinará as possibilidades de alcance de resultados efetivos a curto, médio ou longo prazo é a compreensão de que o sucesso do programa depende da efetiva participação de todos.

Não tenho dúvida que estamos andando por um bom caminho, ainda mais se houver a compreensão de que, para que tenhamos no Oeste do Paraná um diferencial competitivo e uma estrutura socioambiental de qualidade diferenciada, é necessário que haja a maior adesão possível nesse processo de planejamento participativo e de cooperação, entendendo que a construção do nosso futuro deve ser um compromisso de todos.

Fonte: Assessoria

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