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Prêmio WEPs: desenvolvimento requer presença da mulher em áreas tecnológicas

A participação mais efetiva de mulheres nas engenharias e em outras áreas de ciência, tecnologia e inovação é fundamental para que o Brasil atinja a soberania tecnológica e um grau de competitividade frente ao mercado global. A constatação foi feita na abertura do Fórum Prêmio WEPs Brasil, na tarde desta terça-feira (29), no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR). O fórum antecede a cerimônia de premiação, que acontece no período da noite.

Para os integrantes do painel As mulheres – desafios das carreiras de tecnologia e inovação, o País deve se esforçar para ampliar a presença feminina nas carreiras tecnológicas. “As mulheres que optam por seguir esta carreira têm desempenho equivalente ao dos homens, a mesma entrega. Não há justificativa para elas não participarem mais destas áreas”, afirma o superintendente adjunto de Engenharia de Itaipu e professor universitário, Jorge Habib. “Um dos limitantes é que poucas mulheres direcionam suas vidas profissionais para as carreiras tecnológicas.”

De acordo com um levantamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em 2002, as mulheres representavam 20% das profissionais de Ciência e Computação. Em 2014, eram 15%. Falta incentivo para que as mulheres participem mais destas carreiras, que começa já no ensino médio e segue até a escolha da profissão, no ingresso à faculdade.

A grande “culpa” para a falta de mulheres em áreas estratégicas, como as tecnológicas, está na criação em casa, concordam os participantes da mesa. “A equidade de gênero começa na criação de nossos filhos, na divisão justa as tarefas de casa. As crianças crescem hoje em um mundo diferente do qual fomos criados”, afirma Luciana Medeiros da Pricewaterhouse Coopers. “A participação feminina nestas carreiras faz a empresa mais competitiva e com capacidade intelectual diferenciada.”

A escritora e empresária Bel Pesce acredita que as meninas devem ser apresentadas a grandes exemplos de mulheres cientistas para serem influenciadas a fazer estas profissões. “Há exemplos incríveis de mulheres que devem servir de exemplo para as jovens”, diz. Para ela, combater o preconceito é um primeiro passo importante, mas as mulheres devem mostrar com o próprio esforço que podem provocar a mudança.

Finalmente, a preocupação com a inclusão das mulheres em carreiras tecnológicas deve ser ampliada. “Quando vamos começar a falar das negras, das lésbicas e bissexuais, das mulheres que optam por não ter filhos?”, questiona a gestora das ações de Diversidade da IBM Brasil, Adriana da Costa Ribeiro. “Falar de igualdade no trabalho, é falar, sobretudo, de direitos humanos”, conclui.

Também participaram do painel a supervisora de Certificações e Conformidades de Emissões de Produtos da Cummins Brasil, Suellen Gaeta, e a presidente da Schneider Eletric para a América do Sul, Tânia Cosentino.

 Fonte: Assessoria

 

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