Carlos Oliveira

Tempo de Férias

E o fez pela busca de uma melhor compreensão e valorização da evolução do tempo, reconhecendo neste, intrínseco, o passado enquanto criança e cujas lembranças, sem pieguice, se materializavam num misto de alegria e melancolia.

O cenário, representado pela pequena cidade do interior onde passara sua infância, tivera, obviamente, alterado no seu aspecto urbanístico, o que exigia aguçar os sentidos na reconstituição de situações vividas e que deixaram marcas cuja conseqüência era determinada pela emoção.

E diante de um grupo de crianças que alegremente promoviam suas brincadeiras com seus modernos brinquedos, veio-lhe a imagem de sua época em que a “bolinha de gude”, o “pião”, o “estilingue”, a “bola de capotão” – que quando molhada pesava mais que chumbo – e a mais expressiva das reminiscências, aquela em que, ao final das aulas no Grupo Escolar onde estudava, nem o olho roxo e as escoriações eram motivos para se admitir que havia apanhado na escola…

Carlos Roberto de Oliveira, é empresário e motorista

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