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Terceira idade ganha corpo no perfil de alunos de cursos de profissões e idiomas

Quase 10% da população brasileira em 2018 tinha mais de 65 anos. As estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são de que, em 2060, a terceira idade representará pouco mais de um quarto do total de habitantes: 25,5%. De certa maneira, o Centro Europeu segue a tendência demográfica do Brasil no seu perfil de estudantes: aproximadamente 10% deles têm mais de 55 anos.

De acordo com Ronaldo Cavalheri, diretor geral do Centro Europeu, a maior parte deste público busca os cursos de idiomas e atividades voltadas para o mercado da gastronomia, como uma forma de aprendizado contínuo e de independência. “São pessoas joviais e curiosas em busca de novos aprendizados. Eles não querem parar no tempo e procuram se manter antenados. Gostam de se relacionar com outras pessoas, como a convivência com pessoas mais jovens, e contam com um alto nível cultural”, relata.

“Eu já frequentava uma Confraria Feminina do Vinho, em Curitiba. Quis entender melhor sobre o assunto, ter um conhecimento maior e aumentar o meu relacionamento com as pessoas que apreciam o vinho”, conta a dentista Eunice Rocha, de 69 anos, que concluiu o curso de Sommelier no Centro Europeu. “Durante os estudos, fiz amizades com médicos, jornalistas e outras pessoas que buscavam tanto se aprofundar em um hobby que amavam quanto trabalhar na área”, acrescenta.

De acordo com Eunice, a possibilidade de se aprofundar na viticultura, enologia, legislação e degustações foi uma oportunidade. “Ampliou não só o meu conhecimento em vinhos, é claro, mas em relacionamento pessoal. Tive a possibilidade de sair da área de odontologia, trocar experiências com pessoas de outras áreas e viajar”, diz.

Além de módulos específicos para profissões, o Centro Europeu também oferece cursos de línguas, algo que tem sido buscado pelo público acima dos 55 anos. Segundo o estudo “Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem”, realizado pelo Ministério do Turismo, 30,4% das pessoas acima dos 60 anos tinham intenção de viajar novamente em novembro de 2017 – última pesquisa disponível. Na terceira idade, por sinal, está o maior volume de brasileiros com a intenção de viajar para fora do país: 27,7%.

Hobby ou uma nova profissão?

É difícil generalizar o que cada estudante busca em sua jornada na instituição, já que os propósitos podem ser muito distintos. No entanto, de maneira geral, há dois alvos principais para quem tem acima de 55 anos. “Alguns chegam em busca de um hobby e bagagem cultural, outros buscam mudar de área, aprendendo uma nova profissão”, opina Cavalheri.

Para Eunice, a convivência com os mais jovens foi muito interessante. “Fui convidada para eventos, fizemos viagem e visitas às vinícolas. Foi uma experiência muito agradável”, relembra. A vivência também faz com que a dentista pense em continuar estudando. “Pretendo fazer novos cursos”, avisa.

Conforme o diretor geral, esses alunos facilmente se adequam à metodologia do Centro Europeu. Para os idiomas, por exemplo, há a previsão de apenas se usar a língua estrangeira em sala de aula, assim como a mescla entre o material didático e recursos digitais, visando o aprimoramento da fala, da pronúncia e da escuta. “A metodologia do Centro Europeu é dinâmica e focada em experiências, independentemente da idade do aluno”, completa.

Fonte: Assessoria

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