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Uso de energia solar pode reduzir a conta de luz em até 6 vezes

O uso de energia solar em residências, empresas ou em propriedades rurais pode reduzir o valor da conta de luz até seis vezes, segundo cálculos da Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa Oeste em Desenvolvimento, incentivadora do uso desta matriz energética. Este foi dos assuntos discutidos no encontro da Câmara na última quinta-feira (2), em Cascavel.

“Como nosso foco é o desenvolvimento da região, estamos sempre em busca de alternativas para reduzir os custos da produção e ampliar a competitividade. O uso das placas solares pode auxiliar. Além de mais barata, a energia fotovoltaica é, também, limpa”, explicou Augusto Stein, representante do Sebrae no Oeste em Desenvolvimento.

O exemplo desta redução vem da própria Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), local onde foi realizada a reunião e que hoje conta com 52 painéis solares. 

Segundo o engenheiro eletricista Leandro Rudnicki, em fevereiro de 2014 a instituição pagou R$ 1.279 para a Copel. Um ano depois, após ter instalado os painéis, o valor da fatura reduziu para R$ 252, mesmo com um aumento de 65% no valor do quilowatt – o que levou a estimativa de uma redução de até seis vezes. Na sede da Amop, o projeto custou R$ 100 mil. Com os reajustes no valor da energia, a expectativa é que o investimento seja pago em cinco anos.

Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) explicou que muitas pessoas e empresários gostariam de aderir à energia solar, mas o investimento inicial sempre foi um empecilho, por não ser barato. 

Agora, o Governo Federal, para incentivar o uso desta matriz energética limpa e muito adequada no Brasil, está liberando recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do FGTS para a instalação dos projetos solares.

Nova legislação

Um outro impulso para quem deseja utilizar essa fonte de energia veio com a mudança em uma resolução da  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),l que regula o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Desde o último dia 1º de março, consumidores de energia que disponham de pequenos geradores – painéis solares fotovoltaicos e microturbinas – como podem trocar energia com a distribuidora local para reduzir o valor da conta de luz. “A partir de agora, a energia gerada e não utilizada gerará créditos e poderá ser deduzidas das faturas dos meses seguintes”, explicou Sauaia. O prazo de validade dos créditos foi ampliado, de 36 para 60 meses. 

Muito a crescer

O Brasil é privilegiado por uma ampla área de insolação, ainda não explorada. Mas a participação dessa fonte de energia no sistema elétrico brasileiro ainda é muito pequena, sendo só 0,02% do total, segundo o técnico do Sebrae. Para ele, uma das causas é a legislação sobre o tema ser recente. Entre 2014 e 2015, a produção em solo brasileiro cresceu 308%.

Oeste em Desenvolvimento

O Programa Oeste em Desenvolvimento é uma iniciativa que une mais de 40 instituições como a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), o Sebrae/PR, o Sistema Cooperativo, a Caciopar, a Amop, a Emater e a Fiep. O programa tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico do Oeste do Paraná por meio de ações integradas e com foco nas potencialidades regionais.

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