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Por causa das chuvas, batata está 33% mais cara em Foz

O Índice de Preços ao Consumidor de Foz do Iguaçu (IPC-Foz), dos itens da cesta básica, apresentou um aumento de 1,98% nos preços no mês de março. Entre os produtos que apresentaram maior variação positiva estão os tubérculos, as raízes e os legumes. O preço da batata, por exemplo, apresentou uma alta de 33,2% no mês de março, devido ao excesso de chuvas que prejudicou a qualidade e a produtividade do tubérculo. Outro produto que está pesando mais no orçamento familiar é o tomate, que aumentou 39,2% nos supermercados de Foz do Iguaçu. Os dados foram divulgados no boletim mensal do Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas da UNILA (CEPECON).

O clima também é o responsável pelo aumento do preço de algumas frutas. O tempo seco no sul da Bahia e norte do Espírito Santo fez com que o preço do mamão aumentasse 24,1%. Já os vendavais nas principais zonas produtoras impactaram no preço da banana. A banana-caturra e a banana-maçã aumentaram 17,8% e 10,8%, respectivamente. De acordo com o Cepea, os fortes ventos derrubaram um grande número de pés antes da colheita, diminuindo a oferta dessas frutas, que devem continuar com os preços em alta nos próximos dias. Uma opção para os consumidores é optar pela maçã, que acumulou queda de 17,7% nas últimas semanas.

O preço das carnes em geral aumentou 0,63%, com destaque para a carne de porco (9,1%), o coxão mole (6,6%) e o peito bovino (6,4%). Em compensação, o acém reduziu cerca de 12,6%; o músculo, 9,6%; e contrafilé, 4%. O valor dos ovos teve pequena redução de 1,9%, em decorrência da maior produção típica do período de Quaresma. No entanto, o preço dos ovos tende a aumentar nas próximas semanas com o aumento da demanda. O frango inteiro e em pedaços aumentou, respectivamente, 5,5% e 4,6%. O bom desempenho das exportações do setor pode ter reduzido a oferta doméstica afetando o preço da proteína.

Outro item com grande peso no orçamento familiar, o leite e derivados, aumentou 4,7% no último mês, com destaque para o leite UHT (5,3%) e o iogurte e bebidas lácteas (16,2%).

Fonte: Assessoria

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