Carlos Oliveira

A  simplicidade

Lembrá-lo da passagem do tempo como forma de constrangê-lo ou aborrecê-lo, absolutamente o incomodava, mesmo porque, o que realmente lhe interessava era o desafio de viver o presente com a prerrogativa de continuar buscando razões que o auxiliassem a melhor compreender o processo da vida, questionando-a.

Para isto, necessário se fazia combater seus próprios demônios e não se deixar levar pelo niilismo, algo tão frustrante como a morte.

De sua existência, não tão significativa, e cuja valia pouco acrescentava, desenvolvera um conceito sobre algo que o atraia, a simplicidade.

Na contramão daqueles que fazem apologia da simplicidade utilizando-se de meios tacanhos, em que claramente expõem sua hipocrisia e dissimulação, contestava-os pelo embate do livre pensar, não aceitando seus princípios dogmáticos.

E enfatizava sua posição valorizando a condição da simplicidade como consequência da humildade e da busca do saber, algo dispensável para um mundo dominado pelo ter em detrimento do ser.

Para se atingir a simplicidade, não basta só o simplismo de ter, é preciso ser.     

Carlos Roberto de Oliveira

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