Carlos Oliveira

Assim Caminha a humanidade…

Pensava consigo, adaptar-se ao espirito da época em que se vive seria uma forma de reinserção na ciranda da vida, o que provavelmente em muito auxiliaria aqueles cujo tempo passado, e ainda lembrado, como era seu caso, insistia em se fazer presente.

No sentido de valorizar o momento presente, embora se esforçando para assim proceder, concluíra que ele mesmo era a objeção para essa conciliação entre o seu tempo e o tempo atual, pois, pelas suas convicções não havia como fazê-lo, já que a evolução humana estacionara em algum lugar do passado, advindo somente a hipocrisia e o vazio, razão pela qual só acreditava, lamentavelmente, na  evolução determinada pela ciência – intrínseco a tecnologia – e com isto poucos ditando as regras e muitos tendo que acompanha-las.

Amparado em suas razões, involuntariamente ao cruzar, naquela manhã de quarta-feira de cinzas com duas pessoas que ainda traziam resquícios de uma alegria barata, execrou-os ao ouvir dizendo: pelo menos por um tempo, nada de carne vermelha, e já aproveitando, pouca cerveja, mas só depois da pascoa…

Carlos Roberto de Oliveira

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