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Verdade? Pesquisa aponta que temperatura alta reduz proliferação do Aedes aegypti

Diferentemente do que se acreditava até então, as altas temperaturas podem não representar por si só uma condição ideal para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Isso foi o que apontou a tese de Doutorado de Mara Cristina Ripoli Meira, da Universidade de São Paulo (USP), que teve apoio institucional da Itaipu Binacional e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

O estudo apresentado na última terça-feira (21) durante a 173ª reunião do Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde (GT Itaipu-Saúde) – do qual o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) faz parte -, mostrou que em dias mais quentes, com temperaturas acima dos 34ºC, a capacidade do mosquito se multiplicar diminui. “O cenário ideal para a sobrevida do mosquito é com temperaturas entre 25ºC e 30ºC, alta umidade relativa do ar e grande quantidade de chuvas”, explica.

Em sua tese, Mara levou em consideração dados coletados de Foz do Iguaçu entre 2006 e 2016 e concluiu que o intervalo de três meses, em relação ao início das epidemias, mostrou-se o período mais oportuno para iniciar as ações de controle do vetor, bem como bloqueio da doença e prevenção de epidemias.

Durante a reunião do GT-Itaipu Saúde também foi aprovado o detalhamento do projeto “Treinamento em pré-natal: uma abordagem holística para o cuidado da maternidade”. A partir de junho, a iniciativa deve envolver médicos paraguaios e argentinos na troca de informações e experiências que visem um atendimento mais humanizado às gestantes dos dois países e considerando requisitos básicos como cobertura precoce, periódica, completa e ampla. “O foco é trabalhar a gestação de uma forma mais ampla e que envolva as famílias”, ressalta Luciana Sartori, gerente do GT Itaipu-Saúde.

A participação no GT Itaipu-Saúde é aberta a todos os interessados. O GT é organizado em comissões técnicas que trabalham a saúde do trabalhador e meio ambiente; saúde indígena; saúde mental; saúde materno-infantil e do adolescente; saúde do idoso; saúde do homem; acidentes e violências; endemias e epidemias; e educação permanente em saúde. Os encontros acontecem mensalmente.

Fonte: Assessoria

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